Coquetel enzimático
Insumo biotecnológico desenvolvido no Brasil pode ser usado em novas pesquisas com biomassa vegetal
Por meio de chamada pública, pesquisadores podem solicitar uma amostra do novo coquetel enzimático para pesquisas sobre a produção de biocombustíveis e bioprodutos

Divulgação, CNPEM
Amostra de 250 mL do coquetel enzimático para parceiros desenvolverem, customizarem e aprimorarem a tecnologia para diferentes cadeias produtivas e tipos de biomassa vegetal
Por Redação SciAdvances
25 de março de 2026, 19:45
Fonte
Áreas
Bacteriologia, Biotecnologia, Engenharia Ambiental, Engenharia Biológica, Engenharia Florestal, Engenharia de Energia, Gestão de Resíduos, Química Verde, Sustentabilidade
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No início de 2025, um estudo publicado na revista científica Nature sob a liderança de pesquisadores do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) apresentou um coquetel enzimático que pode transformar radicalmente as possibilidades de produção de biocombustíveis e bioprodutos no país.
O novo biocatalisador é capaz de acelerar a desconstrução de biomassa vegetal, uma das etapas mais importantes na produção de bioenergia e bioquímicos.
Segundo o Dr. Mario Murakami, diretor do LNBR, a nova tecnologia – com desempenho comprovado e tecnologia patenteada – tem potencial de geração de autonomia tecnológica de ponta a ponta para a produção nacional sustentável de energia e outros bioprodutos.
O coquetel enzimático – chamado OpEn – já possui mais de oitenta versões, adaptadas para diversas cadeias produtivas e aprimoradas por descobertas da biodiversidade, alcançando redução de até 50% nas emissões de gases de efeito estufa.
Produzido com subprodutos da indústria sucroenergética, o coquetel possui baixo custo, não gera resíduos e ainda permite o aproveitamento da biomassa remanescente como ração animal.
A tecnologia também pode ser adaptada para aumentar a produtividade e a eficiência da conversão de resíduos agroindustriais em energia, alimentos e bioquímicos.
Chamada pública para distribuição de amostras para pesquisas
Agora, o CNPEM abriu uma chamada pública que permite que instituições acadêmicas brasileiras recebam gratuitamente uma amostra de 250 ml do coquetel para testes laboratoriais.
As solicitações devem ser feitas por meio da plataforma exclusiva de atendimento a usuários do CNPEM (SAU Online).
A distribuição do coquetel OpEn é voltada a pesquisadores de instituições acadêmicas e científicas sem fins lucrativos interessados em parceria para desenvolver, customizar e aprimorar a tecnologia para diferentes cadeias produtivas e tipos de biomassa vegetal.
O público-alvo inclui pesquisadores acadêmicos vinculados a Instituições de Ciência e Tecnologia públicas ou privadas, universidades e centros de pesquisa. Empresas e startups também podem solicitar a tecnologia, mediante avaliação direta do CNPEM.
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Autores/Pesquisadores Citados
Mais Informações
Acesse o estudo publicado na revista científica Nature em fevereiro de 2025 (em inglês).
Acesse a página do coquetel OpEn.
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