Com publicação científica

Produtos químicos ‘eternos’
Exposição a níveis muito altos de PFAS pode aumentar o risco de asma em crianças
Estudo relaciona alta exposição a poluentes químicos com a asma em público pediátrico

PeopleImages via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

12 de abril de 2026, 14:59

Fonte

Áreas

Bioquímica, Ciência Ambiental, Epidemiologia, Gestão de Resíduos, Medicina, Pediatria, Pneumologia, Qualidade da Água, Saneamento, Toxicologia

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Produtos químicos ‘eternos’

PFAS (substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas) são um grande grupo de substâncias sintéticas encontradas em muitos produtos e alimentos, incluindo espuma de combate a incêndios. Essas substâncias são altamente persistentes e certos tipos de PFAS permanecem na natureza e no corpo por um longo período, o que leva essas substâncias a serem chamadas de produtos químicos ‘eternos’.

As substâncias PFAS podem inclusive atravessar a placenta, o que significa que a exposição da mãe durante a gravidez também resulta em exposição para o feto.

Em 2013, em uma pequena cidade do Sul da Suécia chamada Ronneby, foram descobertos altos níveis de substâncias PFAS na água potável do município, que teria estado sujeita à contaminação por espuma de combate a incêndios por décadas. Esse foi um dos casos mais graves registrados em todo o mundo sobre contaminação por níveis muito altos de PFAS.

Avanço: alta contaminação com PFAS permitiu estudo diferenciado sobre risco de asma

Pesquisadores da Universidade Lund, na Suécia, investigaram a relação entre a exposição a substâncias PFAS e o risco de desenvolver asma em crianças.

Os cientistas investigaram a prevalência de asma em mais de 11.000 crianças nascidas entre 2006 e 2013 no condado de Blekinge, na Suécia, que inclui a cidade de Ronneby.

As crianças participantes do estudo foram acompanhadas desde o nascimento até os 12 anos de idade.

Para estimar a exposição a substâncias PFAS, os pesquisadores utilizaram os endereços residenciais das mães durante os cinco anos anteriores ao nascimento da criança. Também foram consideradas as informações da prefeitura sobre o abastecimento de água.

As mães foram divididas em diferentes grupos, variando de baixa a muito alta exposição a PFAS. Os pesquisadores definiram ‘exposição muito alta’ se a mãe residiu em um endereço com água potável fortemente contaminada por PFAS durante todos os cinco anos. Já a classificação de ‘alta exposição’ foi considerada se a mãe viveu no endereço com alta contaminação por, pelo menos, um dos cinco anos anteriores ao nascimento.

A contaminação trágica de PFAS na cidade permitiu ao estudo um diferencial importante em relação a estudos anteriores: desta vez, os cientistas puderam, de fato, estudar os riscos das substâncias PFAS considerando níveis muito altos de contaminação, e não apenas contaminações baixas ou intermediárias.

Exposição muito alta a PFAS, risco de asma significativamente maior

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora da Universidade Lund
Professora de Epidemiologia da Universidade Lund

Instituições Citadas

Publicação

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