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Demência na meia-idade

Estudo clínico mostrou que programa liderado por profissionais de enfermagem pode reduzir risco de demência na meia-idade

Na Austrália, estudo clínico avaliou mais de 400 participantes com idades entre 45 e 65 anos e que apresentavam fatores de risco modificáveis para a demência

Dragana Gordic via Shuttertock

A demência de início precoce pode afetar pessoas com menos de 60 anos

Por Redação SciAdvances

30 de outubro de 2026, 07:12

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Enfermagem, Envelhecimento, Epidemiologia, Estudo Clínico, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Saúde Mental

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Demência na meia-idade

A demência na meia-idade – também chamada clinicamente de demência de início precoce, cujos sintomas aparecem antes dos 65 anos – está inserida atualmente em um cenário epidemiológico alarmante: estima-se que cerca de 3,9 milhões de pessoas entre 30 e 64 anos vivam com demência de início precoce no mundo.

Historicamente vista como uma condição exclusiva da velhice, a demência tem sido cada vez mais diagnosticada e monitorada na população de meia-idade.

Avanço: estudo clínico mostrou efetividade de programa implementado na atenção primária na Austrália

Recentemente, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, mostrou que um programa de redução de risco de demência – conduzido por profissionais de enfermagem na atenção primária e abrangendo múltiplos domínios – pode melhorar os perfis de risco de demência em adultos de meia-idade, oferecendo um novo modelo prático para a promoção proativa da saúde cerebral.

Publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Western Pacific, o estudo avaliou mais de 403 adultos, com idades entre 45 e 65 anos e que apresentavam fatores de risco modificáveis, em 31 unidades de atenção primária na Austrália.

O estudo clínico pragmático, simples-cego, controlado e randomizado por clusters, constatou que uma intervenção de 12 meses, na qual profissionais de enfermagem usaram o aplicativo HAPPI MIND, resultou em uma melhora estatisticamente significativa nos escores de risco de demência dos participantes, em comparação com o atendimento padrão.

O Dr. Johnson George, professor da Universidade Monash e autor sênior do estudo, afirmou que integrar estratégias à atenção primária é fundamental para a saúde da comunidade em longo prazo, como um programa de orientação voltado para a saúde cerebral.

Segundo o professor, profissionais de enfermagem podem ajudar as pessoas a identificar áreas em que podem trabalhar e a transformar orientações em metas práticas; ao mesmo tempo, um aplicativo desenvolvido especificamente para o automonitoramento e o acompanhamento de metas auxilia os participantes a monitorar seu progresso entre as consultas.

Enquanto participantes do grupo de intervenção receberam cinco consultas com enfermeiros, um plano de ação personalizado e acesso ao aplicativo, participantes do grupo controle receberam apenas os resultados de uma avaliação de risco padrão e material educativo.

Resultados alcançados no grupo de intervenção foram melhores do que no grupo controle

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Universidade Monash
Pesquisador da Universidade Monash
Pesquisadora da Universidade Monash

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