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Alimentos característicos da dieta mediterrânea
Por Redação SciAdvances
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A dieta mediterrânea prioriza alimentos frescos e integrais (frutas, vegetais, grãos, azeite de oliva e peixes) e frequentemente é associada à ‘alimentação saudável’: melhora a proteção cardiovascular, reduzindo o colesterol ruim (LDL); tem ação anti-inflamatória, já que é rica em antioxidantes e gorduras monoinsaturadas; e é associada a um menor risco de diabetes tipo 2, câncer e doenças neurodegenerativas.
Porém, como os alimentos de origem vegetal têm quantidades menores de aminoácidos essenciais do que os produtos de origem animal, as populações que consomem a dieta mediterrânea costumam ter maior fragilidade, apesar da viverem mais.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos EUA, avançou no conhecimento sobre a influência da alimentação na longevidade saudável.
Sob a liderança do Dr. Valter Longo, professor da Escola de Gerontologia da USC, os pesquisadores analisaram os efeitos da chamada ‘dieta da longevidade’, em animais e também em humanos.
A ‘dieta da longevidade’, desenvolvida pelo professor Valter Longo, seria uma dieta mediterrânea modificada, incluindo a suplementação com uma pequena quantidade do aminoácido essencial comumente encontrado em ovos, carnes e laticínios: a metionina. Portanto, uma dieta de baixo teor proteico, baseada em vegetais e peixes e suplementada com metionina.
Para analisar os efeitos da dieta da longevidade em camundongos, os pesquisadores dividiram os animais em grupos que receberam uma das seguintes dietas: dieta padrão; dieta ocidental rica em gorduras e açúcares; dieta cetogênica de baixo teor de carboidratos; ou a dieta da longevidade.
Também foi feita uma análise transversal de dados sobre a dieta e a saúde de mais de 200.000 homens e mulheres.
O estudo, publicado na revista científica Cell Metabolism, teve a participação de Gabriel Calheiros Antunes, doutorando em Fisiopatologia Médica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Escola de Saúde Pública de Harvard e do Children’s Hospital em Los Angeles, nos EUA.
De acordo com o professor Valter Longo, os dados combinados de camundongos e humanos indicaram que os melhores resultados para a saúde podem ser obtidos seguindo uma ‘dieta da longevidade’ que seja majoritariamente vegana ou vegetariana, mas com a inclusão de peixes.
Os camundongos que receberam a dieta da longevidade apresentaram resultados significativamente melhores, incluindo um período de vida mais saudável, redução da massa gorda sem perder massa magra e menor fragilidade, além da melhora em biomarcadores da saúde metabólica.
Os dados de humanos também mostraram benefícios semelhantes, incluindo menores taxas de obesidade e diabetes tipo 2.
A Dra. Maura Fanti, pesquisadora da USC e primeira autora do estudo, destacou que um resultado impressionante foi o papel da metionina na dieta, que provocou mudanças metabólicas drásticas.
Segundo os pesquisadores, o estudo mostrou a importância de dosar a metionina: enquanto o consumo insuficiente causa fragilidade, o excesso pode anular os benefícios da dieta, aumentando a prevalência da obesidade e do diabetes.
O professor Valter Longo destacou que os resultados indicam que a ingestão total de proteínas pode ser menos importante do que a ingestão de aminoácidos específicos.
Agora, o próximo passo é a realização de um estudo clínico controlado da dieta da longevidade em humanos.
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Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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