Com publicação científica

Longevidade saudável
‘Dieta da longevidade’: vida mais longa e saudável, menor risco de fragilidade e melhor saúde metabólica
Estudo reforça benefícios para a saúde de consumir menos proteínas de origem animal e suplementar aminoácidos essenciais

monticello via Shutterstock

Alimentos característicos da dieta mediterrânea

Por Redação SciAdvances

26 de junho de 2026, 17:56

Fonte

Áreas

Alimentação Vegana, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação Alimentar, Envelhecimento, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional, Nutrição Materno Infantil, Obesidade, Saúde do Idoso, Suplementos

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Longevidade saudável

A dieta mediterrânea prioriza alimentos frescos e integrais (frutas, vegetais, grãos, azeite de oliva e peixes) e frequentemente é associada à ‘alimentação saudável’: melhora a proteção cardiovascular, reduzindo o colesterol ruim (LDL); tem ação anti-inflamatória, já que é rica em antioxidantes e gorduras monoinsaturadas; e é associada a um menor risco de diabetes tipo 2, câncer e doenças neurodegenerativas.

Porém, como os alimentos de origem vegetal têm quantidades menores de aminoácidos essenciais do que os produtos de origem animal, as populações que consomem a dieta mediterrânea costumam ter maior fragilidade, apesar da viverem mais.

Avanço: dieta pode fazer a diferença na longevidade saudável

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos EUA, avançou no conhecimento sobre a influência da alimentação na longevidade saudável.

Sob a liderança do Dr. Valter Longo, professor da Escola de Gerontologia da USC, os pesquisadores analisaram os efeitos da chamada ‘dieta da longevidade’, em animais e também em humanos.

A ‘dieta da longevidade’, desenvolvida pelo professor Valter Longo, seria uma dieta mediterrânea modificada, incluindo a suplementação com uma pequena quantidade do aminoácido essencial comumente encontrado em ovos, carnes e laticínios: a metionina. Portanto, uma dieta de baixo teor proteico, baseada em vegetais e peixes e suplementada com metionina.

Para analisar os efeitos da dieta da longevidade em camundongos, os pesquisadores dividiram os animais em grupos que receberam uma das seguintes dietas: dieta padrão; dieta ocidental rica em gorduras e açúcares; dieta cetogênica de baixo teor de carboidratos; ou a dieta da longevidade.

Também foi feita uma análise transversal de dados sobre a dieta e a saúde de mais de 200.000 homens e mulheres.

O estudo, publicado na revista científica Cell Metabolism, teve a participação de Gabriel Calheiros Antunes, doutorando em Fisiopatologia Médica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Escola de Saúde Pública de Harvard e do Children’s Hospital em Los Angeles, nos EUA.

Resultados motivam realização de estudos clínicos em humanos

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Escola de Gerontologia da Universidade do Sul da Califórnia (USC)
Pesquisadora da USC
Doutorando em Fisiopatologia Médica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Publicação

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