Com publicação científica

Natalia Deriabina via Shutterstock
Contato pele com pele é fundamental para o recém-nascido
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
A transição da vida intrauterina para o ambiente externo envolve processos fisiológicos e emocionais intensos, e as primeiras horas após o nascimento são críticas para o bebê.
Além da primeira mamada, cientistas têm pesquisado ações que podem ter uma influência positiva sobre a saúde do bebê, como o clampeamento tardio do cordão umbilical e o contato pele a pele imediato da mãe com o bebê.
Neste sentido, várias pesquisas têm analisado os efeitos de colocar o bebê sobre o abdômen ou tórax (da mãe ou do pai) logo após o nascimento, o chamado ‘cuidado canguru’.
Além dos potenciais efeitos sobre a regulação da temperatura corporal, respiração, batimentos cardíacos e estresse do recém-nascido, outros efeitos positivos do ‘cuidado canguru’ também têm sido investigados, principalmente nos casos mais vulneráveis de bebês prematuros.
O ‘cuidado canguru’ é uma das etapas e o principal pilar do ‘método canguru’, que tem foco na atenção humanizada ao recém-nascido e inclusive faz parte de políticas públicas de alguns países, incluindo o Brasil.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em Portugal, investigaram a importância do ‘cuidado canguru’ nas primeiras horas de vida de recém-nascidos prematuros.
No estudo de revisão sistemática e meta-análise de estudos clínicos controlados e randomizados, publicado na revista científica Journal of Perinatal Medicine, os pesquisadores analisaram os efeitos do ‘cuidado canguru’ na saúde de 1.679 recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação e/ou peso inferior a 1.500 gramas ao nascimento.
A Dra. Sandra Costa, professora da FMUP e autora sênior do estudo, destacou que o ‘cuidado canguru’ aplicado nas primeiras horas após o parto e ao longo das primeiras 24 horas de vida foi associado a uma diminuição de 19% na mortalidade aos 28 dias e a uma redução significativa das taxas de infecção.
A professora ressaltou que o ‘cuidado canguru’ deve começar o mais cedo possível no hospital e pode ser continuado em casa, pelo maior número de horas possível.
Os pesquisadores esperam que, com as evidências científicas, o método possa ser integrado nos planos de cuidados de recém-nascidos, mesmo aos mais vulneráveis e em cuidados em Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal.
Adotado inicialmente nos países em desenvolvimento como uma técnica de baixo custo, atualmente o ‘cuidado canguru’ é defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para todos os recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
Publicidade
Últimos avanços

sergey kolesnikov via Shutterstock

Divulgação, Universidade da Califórnia em San Diego
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade





