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Câncer de pâncreas
Anticorpo pode ser novo recurso contra câncer pancreático
Estudo clínico de fase 1b demonstrou que anticorpo melhora significativamente resposta à quimioterapia e sobrevida dos pacientes

Silver Place via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
29 de abril de 2026, 12:21
Fonte
Áreas
Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Estudo Clínico, Farmácia Oncológica, Gastroenterologia, Imunologia, Medicina, Oncologia, Quimioterapia
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Na França, pesquisadores desenvolveram um anticorpo capaz de bloquear um dos mecanismos de resistência das células cancerígenas no caso de câncer de pâncreas.
Em uma avaliação inicial em um estudo clínico de fase 1b com a participação de 43 pacientes com câncer pancreático localmente avançado e inicialmente não cirúrgico, o anticorpo melhorou a resposta à quimioterapia e a sobrevida.
Os cientistas demonstraram que o mecanismo de resistência ao tratamento usado pelas células tumorais através do qual elas mudam rapidamente de forma e comportamento inclui a ativação anormal da netrina-1, uma proteína em geral presente apenas durante o desenvolvimento embrionário.
Então, os cientistas desenvolveram o anticorpo NP137, capaz de se ligar à netrina-1e impedir a interação da proteína com seu receptor celular. Essa ação do anticorpo provoca o bloqueio de parte do mecanismo de resistência das células cancerígenas, tornando-as mais sensíveis ao tratamento antitumoral.
Administrado em associação com a quimioterapia padrão, o anticorpo NP137 pode melhorar significativamente a duração da resposta à quimioterapia e prolongar a sobrevida. Em pacientes cujos tumores expressam o receptor da netrina-1, o tratamento prolongou a sobrevida livre de progressão pós-quimioterapia em uma média de mais de 5 meses.
Os pesquisadores entendem que essa via terapêutica poderá, eventualmente, ser expandida para além do câncer de pâncreas, com aplicações potenciais em outros tipos de tumores que apresentam o mesmo mecanismo de resistência.
Agora, os resultados precisam ser confirmados em um estudo clínico de maior abrangência.
A pesquisa foi liderada por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), Centro Léon Bérard, Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm), da Universidade Claude Bernard Lyon 1, Universidade Grenoble Alpes e Grenoble Alpes CHU.
Os resultados foram publicados na revista científica Nature.
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