Com publicação científica

Elevação do nível do mar
Análise de dados genômicos de espécies da Antártica pode melhorar previsões de elevação do nível do mar
Estudo requer colaboração interdisciplinar entre biólogos, geneticistas e glaciologistas

Dr. Richard Jones, Universidade Monash

Pesquisadores do projeto SAEF coletando amostras

Por Redação SciAdvances

20 de maio de 2026, 07:04

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Ciência Ambiental, Ecologia, Genética, Genômica, Geociências, Geografia, Microbiologia, Modelagem Climática, Mudanças Climáticas, Oceanografia, Sustentabilidade, Zoologia

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Elevação do nível do mar

O derretimento do gelo antártico pode contribuir significativamente para a elevação do nível dos oceanos, o que, por sua vez, pode causar inundações extremas, erosão costeira e danos severos às cidades, ameaçando a segurança de milhões de pessoas globalmente.

Por exemplo, de acordo com a Avaliação Nacional de Risco Climático de 2025 da Austrália, a elevação do nível do mar deverá expor mais de 1,5 milhão de pessoas em comunidades costeiras australianas a inundações extremas até 2050.

Porém, estimar o potencial de colapso de glaciares antárticos é um problema extremamente complexo, envolvendo a interação entre oceanos, atmosfera e dinâmicas glaciais.

Neste sentido, ferramentas que possam ajudar a estimar o derretimento do gelo e a consequente elevação do nível dos oceanos teriam um impacto importante na mitigação dos resultados.

Avanço: estudar a biodiversidade, estimar o passado e projetar o futuro

Em uma publicação do tipo ‘comentário’ na revista científica One Earth, cientistas da Universidade Monash e da Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT), na Austrália, e também da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, defenderam que a análise da biodiversidade da Antártica pode ajudar a estimar o colapso do gelo antártico durante períodos quentes do passado.

Com essa compreensão, seria possível estimar melhor o potencial de colapso futuro do gelo antártico e melhorar as previsões futuras de elevação do nível do mar.

O conceito usado pelos pesquisadores é que a semelhança no DNA entre espécies terrestres localizadas em pontos diferentes da Antártica pode indicar que houve derretimento de gelo entre aquelas regiões no passado. Ao contrário, DNAs muito diferentes devem indicar que não houve colapso de gelo entre os pontos, que devem ter ficado separados por um longo período.

O Dr. Richard Jones, pesquisador do projeto Securing Antarctica’s Environmental Future (SAEF)  da Universidade Monash e autor principal do estudo, afirmou que os dados biológicos de espécies terrestres fornecem novas perspectivas onde as evidências geológicas tradicionais são limitadas. Com esse recurso e com a possibilidade de testar diferentes cenários, a incerteza nas projeções futuras sobre o nível do mar pode ser reduzida.

Pesquisa científica interdisciplinar

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador do projeto 'Securing Antarctica’s Environmental Future' (SAEF) da Universidade Monash
Professor de Ciências Biológicas da Universidade Monash e diretor do projeto SAEF

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