Com publicação científica

Poluição antropogênica em regiões remotas
Oceanos, mesmo os mais remotos, estão contaminados com zinco antropogênico
Estudo mostrou que o zinco proveniente da indústria e da queima de combustíveis fósseis já contamina regiões oceânicas isoladas

tomarillo via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

7 de maio de 2026, 19:04

Fonte

Áreas

Bioquímica, Biotecnologia Marinha, Ciência Ambiental, Ecologia, Geociências, Geografia, Gestão de Resíduos, Monitoramento Ambiental, Oceanografia, Saúde Ambiental

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Poluição antropogênica em regiões remotas

O zinco e outros microminerais, como o ferro e o cobre, são essenciais para a vida marinha, em especial para o fitoplâncton. Portanto, a camada mais superficial do oceano costuma ser relativamente pobre em zinco e outros metais-traço, já que são elementos consumidos pelo fitoplâncton.

Porém, cientistas têm identificado nos últimos anos diferentes isótopos destes metais na camada superior dos oceanos.

Isso significa que, para além do zinco oceânico natural, a superfície dos oceanos pode estar contaminada com a presença de zinco e outros metais de origem antropogênica, liberados pela combustão de combustíveis fósseis e por emissões industriais.

Essa presença de metais em oceanos, inclusive em regiões remotas do planeta, abre um novo alerta para a falta de limites da poluição ambiental causada pelas atividades humanas.

Avanço: no Pacífico Sul, zinco antropogênico já contamina as águas superficiais

Para confirmar e avaliar essa presença de zinco antropogênico em regiões remotas, pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), na Suíça, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica (GEOMAR), na Alemanha, lideraram um estudo conduzido no oceano Pacífico Sul.

Os pesquisadores mostraram que o zinco antropogênico já é mais comum do que o zinco de origem natural naquela região oceânica isolada, o que pode ser justificado pelo transporte por longas distâncias por meio de partículas de aerossóis.

Para confirmar que o zinco encontrado é mesmo proveniente de atividades humanas, os pesquisadores também mediram a composição isotópica de chumbo, que é um indicador consagrado de poluição ambiental antropogênica.

No estudo, publicado na revista científica Nature Communications Earth and Environment, os pesquisadores adotaram uma abordagem inovadora: em vez de analisar apenas o zinco dissolvido na água do mar, eles também investigaram a composição isotópica do zinco em partículas na superfície do mar e em aerossóis da atmosfera.

Resultados mostram abrangência da poluição causada pelo ser humano

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador de pós-doutorado no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique)
Professor de Geoquímica do ETH Zurique

Publicação

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