
Emmanuella Ackon via Wikimedia Commons
15 de novembro de 2024, 10:14
Fonte
Universidade de Coimbra
Publicação Original
Áreas
Cidades, Ciência Ambiental, Clima, Desigualdade Socioambiental, Ecologia, Gestão Ambiental, Gestão de Resíduos, Governança Ambiental, Monitoramento Ambiental, Mudanças Climáticas, Qualidade da Água, Qualidade do Ar, Saneamento, Saúde Ambiental, Sustentabilidade
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Resumo
Um grupo de trabalho coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou o ‘Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas e Saúde’, apresentado na 29.ª Conferência das Partes (COP29).
O Relatório Especial da COP29 sobre Mudanças Climáticas e Saúde identifica políticas determinantes em três dimensões integradas: pessoas, lugares e o planeta.
O relatório descreve as principais ações destinadas a proteger as pessoas, em especial as cerca de 3,6 bilhões que vivem em zonas mais vulneráveis às mudanças climáticas.
A Dra. Mónica Rodrigues, cientista da Universidade de Coimbra, em Portugal, é uma das especialistas que integra o grupo de trabalho coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que elaborou o ‘Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas e Saúde’, apresentado na 29.ª Conferência das Partes (COP29).
O Relatório Especial da COP29 sobre Mudanças Climáticas e Saúde identifica políticas determinantes em três dimensões integradas: pessoas, lugares e o planeta.
O relatório descreve as principais ações destinadas a proteger as pessoas, em especial as cerca de 3,6 bilhões que vivem em zonas mais vulneráveis às mudanças climáticas.
A cientista da Universidade de Coimbra destacou a importância da governança que integra a saúde na elaboração das políticas climáticas e a importância do clima na elaboração de políticas de saúde.
O relatório apresentou as seguintes recomendações:
- fazer da saúde e do bem-estar humanos a principal medida do sucesso climático, de forma a promover o progresso e a garantir uma adaptação e resiliência centrada nas pessoas;
- acabar com os apoios e a dependência dos combustíveis fósseis, realinhando os sistemas econômicos e financeiros para proteger a saúde humana e o ambiente, através do investimento em alternativas limpas e sustentáveis que reduzam as doenças relacionadas com a poluição e as emissões de carbono;
- mobilizar financiamento para iniciativas de saúde relacionadas com o clima, em especial reforçar a resposta dos sistemas de saúde, e apoiar os profissionais do setor, criando sistemas de saúde resilientes e resistentes ao clima de forma a proteger a saúde e a salvar vidas;
- investir em soluções comprovadas, desde sistemas de alerta de saúde para o calor, passando por sistemas limpos de energia doméstica, até à fixação eficiente dos preços dos combustíveis fósseis, que permitiriam salvar quase 2 milhões de vidas por ano;
- dar maior ênfase ao papel das cidades nos resultados de saúde, através de políticas públicas urbanas mais sustentáveis, incluindo energia limpa, habitação resistente e melhor saneamento;
- aumentar a proteção da natureza e da biodiversidade e a sua recuperação, reconhecendo os benefícios sinérgicos do ar puro, da qualidade da água e da segurança alimentar para a saúde.
A Dra. Mónica Rodrigues destacou ainda que, para apoiar os países a integrar melhor a saúde nas suas políticas climáticas, a OMS publicou os seus critérios de qualidade para integrar a saúde nos compromissos de ação climática.
Estas orientações descrevem ações práticas para que o poder público e atores envolvidos com outros setores determinantes para a saúde (como por exemplo, transportes, energia, planejamento urbano, água e saneamento) integrem considerações de saúde nas suas políticas e ações de adaptação e mitigação.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Mais Informações
Acesse o Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas e Saúde (em inglês).
Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Coimbra.
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