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Câncer colorretal
Novo estudo pode melhorar rastreamento do câncer colorretal
Estudo analisou ventos de rastreamento de câncer colorretal no Norte de Portugal entre os anos de 2018 e 2025

ridersuperone via Shutterstock
Ilustração 3D de câncer colorretal
Por Redação SciAdvances
6 de novembro de 2026, 12:16
Fonte
Áreas
Análises Clínicas, Biomedicina, Ciência de Dados, Computação, Gastroenterologia, Medicina, Modelagem Matemática, Oncologia
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Em Portugal, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Porto apontou que o uso de técnicas de análise de dados pode melhorar os programas de rastreamento de câncer colorretal.
De acordo com o Dr. Hugo Monteiro, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e primeiro autor do estudo, o rastreamento do câncer colorretal destina-se a pessoas sem sintomas entre os 50 e os 74 anos e é realizado através de um kit de rastreamento, para pesquisa de sangue oculto nas fezes. Um resultado positivo não é um diagnóstico de câncer, mas requer avaliação clínica e encaminhamento para colonoscopia, que permite visualizar o interior do cólon e do reto e confirmar ou excluir alterações relevantes.
Segundo o pesquisador, a detecção precoce de alterações suspeitas em exames de colonoscopia pode adiantar o tratamento e até mesmo prevenir o câncer colorretal.
A pesquisa considerou a evolução de usuários de sistema de rastreamento de câncer no Norte de Portugal, desde a inclusão no programa até os resultados obtidos após encaminhamento para colonoscopia.
As variáveis-chave consideradas no estudo incluíram variantes do fluxo de atendimento, precisão de conformidade, custo de alinhamento e o tempo de espera entre as etapas operacionais, desde o convite até a realização de procedimentos relacionados à colonoscopia.
Foram estudados mais de sete milhões de eventos registados entre 2018 e 2025, incluindo testes, resultados laboratoriais, consultas e colonoscopias. No período, foram enviados mais de 1,1 milhões de kits de teste de rastreamento, dos quais mais de 500 mil foram devolvidos para análise, correspondendo a uma participação de aproximadamente 45%. Cerca de 8% dos testes devolvidos tiveram resultado positivo, um valor comparável ao observado em estudos internacionais.
Dentre as mais de 14 mil colonoscopias registadas, foram detectados adenomas – que são lesões precursoras do câncer colorretal – em cerca de 40% dos exames. A identificação precoce destas lesões torna possível a sua remoção, quando indicada, e/ou a orientação de vigilância posterior.
Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Primary Care & Community Health.
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