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Cegueira corneana

Descoberta pode abrir caminho para o tratamento de uma das principais causas de cegueira corneana

Cientistas identificaram pequenas protuberâncias no interior da córnea que contribuem para a morte celular

Maya Lab via Shutterstock

Descoberta pode ajudar a evitar transplante de córnea

Por Redação SciAdvances

30 de outubro de 2026, 08:23

Fonte

Áreas

Biologia, Medicina, Medicina Regenerativa, Oftalmologia, Terapia Celular, Transplantes

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Cegueira corneana

A córnea é a camada externa transparente situada na parte frontal do olho, que auxilia no foco da luz. Quando a córnea se torna opaca, a visão pode ficar embaçada ou gravemente comprometida.

Uma fina camada de células na face interna da córnea remove constantemente o excesso de líquido para mantê-la transparente. Em pessoas com distrofia endotelial corneana de Fuchs (FECD) – uma doença genética, progressiva e bilateral – essas células morrem gradualmente. Com o acúmulo de líquido, a córnea incha e torna-se opaca, dificultando cada vez mais a visão e podendo levar à cegueira.

Avanço: protuberâncias na córnea de pessoas com FECD podem influenciar o progresso da doença

Agora, pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, lideraram uma pesquisa que descobriu como pequenas protuberâncias na córnea contribuem para a distrofia endotelial corneana de Fuchs (FECD, na sigla em inglês) — uma doença ocular que pode causar perda grave da visão.

A descoberta pode levar a estratégias de tratamento alternativas e reduzir a necessidade de transplantes de córnea em alguns pacientes.

Segundo a Dra. Evelyn Yim, professora de Engenharia Química na Universidade de Waterloo e coautora sênior do estudo, o objetivo da pesquisa é avançar na direção de tratamentos alternativos, para que, no futuro, menos pessoas precisem de transplantes para tratar a cegueira corneana decorrente da distrofia endotelial corneana de Fuchs.

Até agora, acreditava-se que essas protuberâncias pudessem ser apenas um sinal da doença, e não uma causa de danos adicionais.

Através de um modelo laboratorial que conseguiu recriar as pequenas protuberâncias encontradas em córneas afetadas pela doença, os pesquisadores descobriram que essas formações podem, por si só, contribuir para a morte celular ao exercer estresse físico sobre as células.

Descoberta pode motivar o desenvolvimento de novos tratamentos para a cegueira corneana

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora de Engenharia Química na Universidade de Waterloo

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