Macroalgas marinhas
Polissacarídeos de algas do gênero Codium podem se tornar novos ingredientes funcionais
Pesquisa avança na análise de compostos potencialmente importantes do ponto de vista funcional

Divulgação, Universidade de Vigo
Amostras de algas Codium coletadas para o estudo
Por Redação SciAdvances
24 de outubro de 2026, 11:51
Fonte
Áreas
Biologia, Biotecnologia, Biotecnologia Alimentar, Botânica, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ecologia, Engenharia de Alimentos, Indústria Alimentícia, Metabolismo, Nutrição Funcional, Oceanografia
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As macroalgas marinhas constituem uma fonte natural de compostos de grande interesse para setores como nutrição e alimentos, cosméticos e biotecnologia.
Dentre as algas marinhas, as algas verdes do gênero Codium – que se destacam por sua abundância em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil – contêm polissacarídeos complexos que podem ter propriedades benéficas à saúde e aplicações biotecnológicas importantes.
Porém, muitos desses compostos encontrados nessas algas ainda são pouco compreendidos, o que limita sua aplicação.
Polissacarídeos encontrados nas algas podem ser usados em novos ingredientes funcionais
Pesquisadores da Universidade de Vigo, na Espanha, estão realizando a caracterização estrutural e o fracionamento sequencial de polissacarídeos de algas Codium. Os resultados do estudo podem ajudar a desenvolver novos ingredientes funcionais.
O projeto está em fase final e é conduzido pelo Grupo de Pesquisa em Tecnologia Enzimática e Bioestruturas da Universidade de Vigo, sob a liderança da Dra. Andrea Rodríguez, que é pesquisadora de pós-doutorado.
Composição das algas depende da estação do ano
A pesquisadora destacou que o estudo detalhado e a caracterização abrangente da fração de polissacarídeos presentes nas algas constitui uma etapa preliminar importante para descobrir novos ingredientes funcionais.
Mas os resultados da análise podem variar ao longo do ano: as amostras coletadas na primavera, no verão e no outono apresentaram composições diferentes, apontando para uma variação sazonal nos polissacarídeos da macroalga.
Ao separar os componentes com base em suas propriedades químicas, os pesquisadores identificaram uma ampla diversidade de compostos na nas algas, incluindo frações ricas em diversos açúcares, como galactose, manose e glicose.
Continuidade da pesquisa
Atualmente, está em andamento uma colaboração com pesquisadores da Universidade de Oviedo, também na Espanha, para avançar na compreensão sobre o que provoca a variabilidade observada nas algas – as mudanças sazonais ou diferentes espécies.
Na continuidade da pesquisa, os cientistas pretendem aprofundar a caracterização estrutural detalhada das diversas frações de polissacarídeos, utilizando técnicas complexas para explicar os tipos de ligações que definem sua estrutura molecular.
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