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Previsão do tempo
Novo modelo meteorológico global com alta resolução avança em previsões do tempo
Modelo tem resolução de 220 metros e pode ajudar no desenvolvimento de nova geração de modelos de previsão

FoxPictures via Shutterstock

América do Sul vista do espaço

Por Redação SciAdvances

18 de outubro de 2026, 18:13

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Áreas

Ciência Ambiental, Ciência de Dados, Clima, Computação, Geociências, Geografia, Meteorologia, Modelagem Climática, Modelagem Matemática, Mudanças Climáticas, Simulação Computacional

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Previsão do tempo

Devido às mudanças climáticas, eventos meteorológicos extremos – como tempestades intensas, calor extremo e inundações de grandes áreas – têm sido cada vez mais frequentes.

Neste cenário, a modelagem climática e a previsão meteorológica precisas, aliadas a sistemas de alerta precoce, são fundamentais para ajudar a evitar desastres futuros.

Os modelos globais de resolução de tempestades estão entre as ferramentas numéricas mais avançadas para essa tarefa: além de simular a distribuição global de nuvens e tempestades, observam como sistemas atmosféricos e energéticos interagem e influenciam uns aos outros.

O principal desafio destes modelos é resolver explicitamente a convecção profunda – os movimentos verticais que geram nuvens de tempestade, como as Cumulonimbus – e a dinâmica de sistemas meteorológicos de mesoescala, com uma precisão cada vez maior.

Mas os modelos globais de resolução de tempestades atuais usam resoluções que vão de um a dez quilômetros, o que pode introduzir distorções nas simulações, tornando-as incompatíveis com a realidade observada posteriormente.

Avanço: modelo meteorológico global alcançou resolução de 220 metros

Um novo modelo meteorológico global, desenvolvido por cientistas da Universidade de Tóquio, no Japão, alcançou uma definição de 220 metros, eliminando os efeitos de rajadas de chuva intensa que aparecem em simulações com modelos anteriores, mas que não existem na realidade.

O novo modelo permite previsões mais precisas de fenômenos meteorológicos extremos em nível local a partir de um modelo global.

Segundo o Dr. Shuhei Matsugishi, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Atmosfera e do Oceano da Universidade de Tóquio e primeiro autor do estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, a nova resolução permite representar melhor a estrutura interna das nuvens convectivas e estudar como elas interagem entre si e com a circulação atmosférica em maior escala.

Apesar dos bons resultados, custo computacional ainda é alto e mais alguns avanços são necessários

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Últimos avanços

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador do Instituto de Pesquisa da Atmosfera e do Oceano da Universidade de Tóquio

Instituições Citadas

Publicação

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