Com publicação científica

Doença de Parkinson
Micróglia consegue remover aglomerados de proteínas nocivas dos neurônios
Resultados ajudam a avançar em pesquisas de novos tratamentos para a doença de Parkinson

Grupo de pesquisa do Dr. George Tofaris, Universidade de Oxford

Reconstrução 3D de imagem de super-resolução de micróglia cocultivada com neurônios dopaminérgicos

Por Redação SciAdvances

10 de outubro de 2026, 17:09

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Envelhecimento, Imunologia, Medicina, Neurociências, Neurologia, Patologia, Saúde Mental, Saúde do Idoso

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson, que afeta mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, é caracterizada pela perda progressiva de neurônios produtores de dopamina e pelo acúmulo de aglomerados anormais da proteína alfa-sinucleína no interior das células nervosas.

Identificar novas formas potenciais de prevenir ou eliminar esses aglomerados poderia viabilizar novos tratamentos para retardar ou interromper a progressão da doença de Parkinson.

Por outro lado, a proteção do cérebro está a cargo da micróglia. Composta pelas células imunes residentes do cérebro, é ela que atua como a primeira linha de defesa e ajuda a manter a saúde cerebral. Essas células respondem a danos, removem detritos celulares e auxiliam na formação de conexões entre neurônios.

Novos estudos têm buscado descobrir os mecanismos de defesa da micróglia que podem ficar ativos e ajudar a proteger o cérebro contra a doença de Parkinson.

Avanço: usando modelos baseados em células-tronco humanas, cientistas descobrem novo papel da micróglia na defesa contra a doença de Parkinson

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram um papel protetor da micróglia na doença de Parkinson que ainda não era conhecido.

O estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, mostrou que uma população específica da micróglia humana consegue remover aglomerados nocivos da alfa-sinucleína de neurônios produtores de dopamina.

A partir de modelos baseados em células-tronco humanas (derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas, ou iPSCs), os pesquisadores conseguiram estudar conjuntamente neurônios humanos produtores de dopamina e células da micróglia.

Então, a equipe analisou a resposta da micróglia à formação de agregados de alfa-sinucleína no interior dos neurônios e descobriram que ela é capaz de reduzir os agregados nocivos de alfa-sinucleína associados à doença de Parkinson.

Os cientistas observaram que a micróglia consegue remover seletivamente pequenas porções de um neurônio por trogocitose, um processo biológico através do qual uma célula ‘arranca’ pequenos pedaços da membrana plasmática de outra célula com a qual fez contato. Com isso, a micróglia consegue remover material nocivo, ao mesmo tempo que preserva a estrutura e a função do neurônio.

Resultados podem abrir novos caminhos para o tratamento da doença de Parkinson

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Neurologia e Neurociência Translacional na Universidade de Oxford

Instituições Citadas

Publicação

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