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Ilustração 3D de fibras ópticas
Por Redação SciAdvances
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Fabricadas convencionalmente por meio de processos complexos de trefilação em altas temperaturas, as fibras ópticas de núcleo oco – ou seja, na forma de tubos finos de sílica – podem ser usadas em telecomunicações, aplicações de inteligência artificial e de laser de alta potência e para sensoriamento óptico, entre outras possibilidades.
Agora, cientistas da Universidade de Strathclyde, na Escócia, obtiveram um financiamento de £ 5,47 milhões (pouco mais de R$ 36 milhões) para explorar uma nova forma de fabricar fibras ópticas de núcleo oco. Durante três anos, os pesquisadores devem projetar proteínas para orientar a formação dessas fibras.
Os pesquisadores, liderados pelo Dr. Tell Tuttle, professor do Departamento de Química Pura e Aplicada da Universidade de Strathclyde, pretendem fazer com que proteínas possam atuar como instruções moleculares reutilizáveis, auxiliando a fibra de sílica a adquirir o formato necessário antes de se desprenderem, permitindo assim sua possível reutilização.
A equipe de pesquisa conta com expertise em química computacional, aprendizado de máquina, engenharia de proteínas, biomineralização, manufatura de precisão, microfabricação e engenharia de fluxo contínuo.
Se bem-sucedido, o trabalho poderá levar a uma nova abordagem de fabricação para materiais avançados, cuja estrutura possa ser controlada com maior precisão desde o início.
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Grupo de pesquisa do Dr. George Tofaris, Universidade de Oxford

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