Com publicação científica

Tex vector via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
A capacidade de ajustar com precisão a expressão gênica no corpo humano – aumentando a atividade de genes protetores e reduzindo a atividade de genes prejudiciais – tem um enorme potencial no tratamento e prevenção de doenças.
Mas ainda existe um desafio no uso de ferramentas moleculares como o sistema CRISPR, principalmente em relação à capacidade de carga de alguns vetores (como o vírus adenoassociado), cujo espaço físico interno é limitado para carregar proteínas grandes.
Nos últimos anos, cientistas têm trabalhado em sistemas de ativação gênica de tamanho reduzido, que possam ser encapsulados e transportados por vetores virais mais simples, inclusive para terapias que exigem o ajuste de múltiplos genes.
Recentemente, cientistas da Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA, desenvolveram uma ferramenta de direcionamento gênico voltada para a regulação e ativação transcricional de genes (regulação genética) chamada ‘TIGRa’. A ferramenta é ultracompacta o suficiente para que suas instruções de DNA possam ser acomodadas em vetores virais.
O sistema TIGRa é a primeira ferramenta de ativação gênica baseada no sistema TIGR-Tas, desenvolvido no ano passado por pesquisadores do Instituto Broad, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade Harvard.
O novo sistema localiza o gene-alvo após entrar na célula e recruta a maquinaria de transcrição celular para aumentar a expressão daquela sequência, com versatilidade e eficiência na ativação simultânea de múltiplos genes. Ao personalizar o RNA guia, os cientistas podem direcionar esses sistemas para diferentes partes do genoma.
O estudo foi publicado na revista científica Cell Stem Cell.
Para testar a aplicação terapêutica, os pesquisadores encapsularam o TIGRa em vetores virais, que foram então injetados em camundongos para aumentar a atividade de dois genes protetores em células ganglionares da retina, que sofrem danos em casos de glaucoma e em outras doenças da retina.
Quando essas células foram lesionadas, os camundongos tratados previamente preservaram parte da visão, enquanto aqueles que não receberam o tratamento ficaram praticamente cegos. Os camundongos tratados ainda apresentavam visão preservada quatro meses depois da aplicação.
Segundo o Dr. Zhiquan Liu, pesquisador de pós-doutorado em Oftalmologia em Stanford e primeiro autor do estudo, o sistema TIGRa apresentou uma eficiência de ativação muito alta em comparação com as outras ferramentas, apesar de seu ‘tamanho’ extremamente pequeno.
Em testes com células em laboratório, os cientistas mostraram que o sistema TIGRa conseguiu ativar até 12 genes diferentes simultaneamente.
Mas, apesar do sucesso da prova de conceito nos testes realizados, ainda são necessárias mais pesquisas para aplicar o sistema no tratamento da degeneração da retina e em outros tratamentos em humanos.
Publicidade
Últimos avanços

Anusorn Nakdee via Shuttersstock

korkeng via Shutterstock

Departamento de Florestas do Oregon via Wikimedia Commons

New Africa via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Universidade Cornell

Universidade Johns Hopkins



