Com publicação científica

Corais ameaçados
Primeiro banco genético de corais do Atlântico Sul pode proteger recifes ameaçados
Descoberta pode permitir, no futuro, reprodução assistida e restauração ambiental em larga escala de corais
Female scientist in safety goggles and gloves operates a cryogenic dewar with a long dip tube, releasing cold vapor in a lab setting.

Divulgação, UFRGS

Dra. Nayara Cruz em laboratório

Por Redação SciAdvances

15 de agosto de 2026, 12:08

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Biotecnologia Marinha, Ciência Ambiental, Ecologia, Engenharia Biológica, Fertilização, Genética, Geografia, Mudanças Climáticas, Oceanografia, Sustentabilidade, Zoologia

Compartilhar

Corais ameaçados

Os recifes de coral no Atlântico Sul concentram alta biodiversidade, protegem as zonas costeiras contra a erosão e as tempestades, e sustentam a pesca artesanal e o turismo local.

Porém, esse ecossistema está cada vez mais vulnerável às mudanças climáticas: o aquecimento do oceano provoca o estresse térmico nos corais, o que resulta em branqueamento; a acidificação da água dificulta a absorção de carbonato de cálcio; e eventos extremos, como ondas de calor marinhas, limitam sua capacidade de recuperação natural.

Neste cenário, ações que possam restaurar partes comprometidas do ecossistema são bem-vindas para garantir sua existência em longo prazo.

Avanço: inovação biotecnológica pode ajudar na restauração de corais comprometidos com as mudanças climáticas

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto Federal da Bahia (IFBA) em Porto Seguro e da Universidade do Vale do Taquari (Univates) criaram o primeiro banco genético de corais do Oceano Atlântico Sul.

Os cientistas desenvolveram um protocolo de criopreservação capaz de armazenar 2,4 bilhões de espermatozoides viáveis do coral endêmico Mussismilia harttii (conhecido popularmente como coral-couve-flor), uma espécie-chave para a manutenção dos recifes brasileiros e atualmente ameaçada pelas mudanças climáticas.

A Dra. Nayara Oliveira da Cruz, primeira autora do estudo, explicou que os gametas liberados naturalmente pelos corais foram coletados no período da desova, em uma base de pesquisa no Sul da Bahia, onde os corais permaneceram em tanques com água do mar e condições ambientais muito semelhantes às do ambiente natural.

Após testes com diferentes combinações de crioprotetores e técnicas de congelamento, os cientistas chegaram à melhor opção, que alcançou viabilidade superior a 80% e fertilização de 100% dos óvulos, equivalente ao sêmen fresco.

O estudo, liderado Dr. Leandro de Godoy, professor da UFRGS, foi publicado na revista científica Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems.

Primeiro banco de sêmen congelado de corais do Atlântico Sul

Publicidade

Últimos avanços

Publicidade

Autores/Pesquisadores Citados

Doutora em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Professor de Zootecnia da UFRGS

Publicação

Publicidade

E-books gratuitos

Rolar para cima