Com publicação científica

Declínio Cognitivo
Estudo clínico avaliou intervenção preventiva sobre o declínio cognitivo na América Latina
Estudo clínico controlado e randomizado acompanhou mais de 1.000 participantes de 11 países da América Latina
Senior man in a light blue polo eating a colorful fruit-and-vegetable salad from a blue bowl with a spoon nearby.

Lucigerma via Shutterstock

Alimentação saudável faz parte de estratégia preventiva contra o declínio cognitivo

Por Redação SciAdvances

11 de agosto de 2026, 11:36

Fonte

Áreas

Cuidados Paliativos, Educação Física, Enfermagem, Envelhecimento, Epidemiologia, Fisioterapia, Geriatria, Gerontologia, Medicina, Neurociências, Neurologia, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional, Saúde Mental, Saúde do Idoso

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Declínio Cognitivo

No Brasil, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivam atualmente com demência, número que poderá aumentar significativamente nas próximas décadas.

Mas esse número pode ser ainda maior: cerca de 80% das pessoas que convivem com a doença ainda não foram diagnosticadas.

O envelhecimento populacional e a elevada prevalência de fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes e dislipidemias sem controle adequado, tornam a prevenção ainda mais importante.

Avanço: estudo clínico confirma efetividade de intervenção de estilo de vida como estratégia de prevenção da demência

Um novo estudo clínico controlado, randomizado, multicêntrico e simples-cego avaliou estratégias de prevenção do declínio cognitivo na América Latina.

O estudo, chamado LatAm-FINGERS, mostrou que mudanças no estilo de vida podem melhorar significativamente a saúde cognitiva de idosos em risco de desenvolver demência.

O estudo reuniu 1.065 participantes, com idades entre 60 e 77 anos, distribuídos por centros de pesquisa dos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Os pesquisadores puderam observar que uma intervenção baseada em atividade física, alimentação saudável, treinamento cognitivo, socialização e controle clínico e cardiovascular (intervenção multidomínio) levou os participantes a alcançarem uma melhora 55% superior na cognição global em comparação àqueles que receberam apenas orientações gerais de saúde.

Além da melhora na cognição global, os participantes submetidos à intervenção estruturada apresentaram avanços em funções cognitivas essenciais, como memória, atenção e funções executivas, após dois anos de acompanhamento.

Do Brasil, participaram do estudo pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP); Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP); Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP); Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (Medicina UFMG); Faculdade de Farmácia da UFMG (Farmácia UFMG); Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG (EEFFTO-UFMG) e da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG).

Intervenção multidomínio pode diminuir risco de declínio cognitivo

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