Com publicação científica

Giovanni Cancemi via Shutterstock
Ilustração 3D de câncer de mama
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
O oncogene MYC é um gene que comanda a produção de um importante fator de transcrição: a proteína MYC, envolvida no controle de centenas de genes relacionados à proliferação e ao metabolismo energético das células.
Quando a proteína MYC fica hiperativa, ela acaba forçando incessante e desordenadamente a divisão celular. Esse é um dos mecanismos que está por trás de vários tipos de câncer, como formas mais agressivas e de pior prognóstico do câncer de mama.
Um estudo liderado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Helsinque e do Hospital Universitário de Helsinque, na Finlândia, investigou como a proteína MYC pode ajudar na luta contra o câncer de mama agressivo.
O Dr. Juha Klefström, professor da Universidade de Helsinque e autor sênior do estudo, explicou que, embora a proteína MYC esteja hiperativa em mais de 70% de todos os tipos de câncer, ela continua sendo um dos alvos mais desafiadores no desenvolvimento de medicamentos.
Como é difícil combater a proteína MYC diretamente, os pesquisadores mudaram o foco para sua atuação sobre o metabolismo energético das células cancerígenas.
Em células com altas concentrações da proteína MYC, as mitocôndrias trabalham mais intensamente do que o normal para prover a energia celular. Neste cenário, os pesquisadores conseguiram identificar que, ao contrário das células saudáveis, as células cancerígenas onde a proteína MYC está fortemente expressa ficam dependentes exclusivamente da glutamina como combustível.
Segundo a Dra. Johanna Anttila, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Helsinque e primeira autora do estudo, essa é uma vulnerabilidade metabólica no câncer de mama agressivo que oferece um novo alvo para novos tratamentos.
De acordo com a Dra. Johanna Anttila, quando foram combinados dois medicamentos experimentais, para inibir a produção de energia mitocondrial e também para bloquear a utilização de glutamina, o crescimento tumoral foi muito mais lento em experimentos com culturas de células e roedores.
Mas o professor Juha Klefström fez questão de destacar que, apesar do estudo representar um grande avanço na compreensão da biologia dos cânceres impulsionados pela proteína MYC, ainda precisam ser realizados estudos clínicos em humanos.
De qualquer modo, as descobertas podem levar a novos tratamentos personalizados: como a atividade do gene MYC pode ser medida a partir de uma amostra do tumor, o tratamento seria oferecido apenas a pacientes com alta atividade do gene MYC.
Segundo o professor Klefström, já estão em andamento estudos para o desenvolvimento de um único fármaco que seja capaz de eliminar as células cancerígenas que expressam a proteína MYC, o que simplificaria futuros tratamentos.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
Publicidade
Últimos avanços

Iryna Imago e Yan-Na via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia

Universidade de Illinois em Urbana Champaign





