Com publicação científica

Aquecimento global
Adaptação para viver em águas mais quentes pode fazer com que peixes fiquem obesos
Estudo mostrou que peixes que se adaptaram para viver em águas mais quentes apresentaram diferenças físicas e genéticas em relação aos pares que vivem em temperaturas mais baixas
Group of small fish swimming around tall submerged reeds in a shallow, rocky pond in a vintage illustration.

Rawpixel.com via Shutterstock

Ilustração de peixes da espécie Gasterosteus aculeatus

Por Redação SciAdvances

30 de julho de 2026, 12:24

Fonte

Áreas

Biologia, Ecologia, Metabolismo, Mudanças Climáticas, Oceanografia, Zoologia

Compartilhar

Aquecimento global

O aumento das temperaturas globais representa uma das maiores ameaças à vida selvagem, especialmente para animais de sangue frio que dependem do ambiente para regular a temperatura corporal.

Embora alguns peixes oceânicos possam migrar para evitar o impacto de águas mais quentes, espécies que habitam águas sem saída para o mar serão forçadas a se adaptar ou serão extintas.

Compreender melhor como o aquecimento global poderá afetar a vida aquática é importante para prever os impactos futuros desse novo cenário.

Avanço: análise de peixes na Islândia mostrou diferenças da vida marinha em águas quentes

Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, e publicado na revista científica Nature Communications, revelou que a adaptação a águas mais quentes faz com que os peixes apresentem diversas diferenças comportamentais e biológicas, incluindo obesidade, alimentação excessiva e metabolismo mais lento.

Os pesquisadores realizaram o estudo nas águas geotérmicas naturalmente aquecidas da Islândia como modelo para analisar o potencial impacto do aquecimento global sobre a vida aquática.

Os cientistas analisaram o peixe Gasterosteus aculeatus, uma espécie que habita tanto as águas de temperatura média (mais frias) da Islândia quanto águas geotérmicas, onde os peixes nativos tiveram de se adaptar a condições de calor incomum, com temperaturas que podem ultrapassar 27,8°C.

Os pesquisadores analisaram o comportamento, a aparência e a genética dos peixes e constataram diferenças claras entre aqueles que vivem em águas mais frias e águas mais quentes.

Também participaram do estudo pesquisadores da Universidade de St. Andrews e da Universidade de Liverpool, no Reino Unido; da Universidade de Miami, nos EUA, e da Universidade da Islândia em Hólar, na Islândia. A pesquisadora brasileira Dra. Ana Paula Borges Costa, atualmente professora da Universidade de Miami, também é coautora do estudo.

Com adaptações genéticas, peixes acumularam mais gordura

Publicidade

Últimos avanços

Publicidade

Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador da Universidade de Glasgow
Professora da Universidade de Miami

Publicação

Publicidade

E-books gratuitos

Rolar para cima