Com publicação científica

24K-Production via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Orthonairovírus são vírus da família Nairoviridae transmitidos por carrapatos, que causam infecções zoonóticas, como o vírus da Febre Hemorrágica da Crimeia-Congo, um patógeno endêmico em regiões da África, Ásia e Leste Europeu capaz de provocar doença hemorrágica grave em humanos.
Cientistas ainda têm identificado novos orthonairovírus ao redor do mundo, como na Costa do Pacífico, nos EUA, o que os torna um gênero emergente de vírus.
Pesquisas sobre orthonairovírus e sobre como esses vírus conseguem burlar o sistema imunológico podem ser fundamentais para o desenvolvimento de novos diagnósticos, fortalecimento dos sistemas de vigilância e novos tratamentos ou vacinas.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside (UC Riverside), nos EUA, revelou como os orthonairovírus conseguem escapar das defesas imunológicas.
A pesquisa concentrou-se em proteínas virais especializadas denominadas proteases com domínio de tumor ovariano (ou proteases OTU), que auxiliam esses vírus a suprimir a resposta imunológica do organismo.
O estudo, publicado na revista científica ACS Infectious Diseases, examinou como as proteases OTU virais interferem em vias críticas de comunicação celular que ajudam o organismo a detectar e combater infecções.
O Dr. Scott Pegan, professor de Ciências Biomédicas da Faculdade de Medicina da UC Riverside e autor sênior do estudo, explicou que o vírus utiliza essas proteases OTU para remover os sinais moleculares de proteínas que regulam as respostas imunológicas, desarmando as defesas imunológicas em múltiplas etapas e facilitando o estabelecimento da infecção.
De acordo com o professor Scott Pegan, em relação aos orthonairovírus do carrapato identificado na Costa do Pacífico, existe uma preocupação real com a saúde, já que um dos mecanismos utilizado por esse vírus específico é altamente compatível com humanos. O receio é que o vírus possa estar entrando em contato com humanos e possivelmente circulando sem ser detectado.
De qualquer modo, os cientistas avaliam que ainda são necessárias mais pesquisas para determinar se o vírus está infectando pessoas e causando doenças.
O professor da UCR ressaltou que as pessoas devem se proteger para evitar picadas de carrapato: dependendo do tipo de carrapato, podem ser transmitidas doenças que ainda não foram nem monitoradas.
Publicidade
Últimos avanços

Anusorn Nakdee via Shutterstock

Vink Fan via Shutterstock

Cryptographer via Shutterstock

CodexSerafinius via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Universidade Técnica de Munique

Escola de Medicina da Universidade Stanford



