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Por Redação SciAdvances
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Orthonairovírus são vírus da família Nairoviridae transmitidos por carrapatos, que causam infecções zoonóticas, como o vírus da Febre Hemorrágica da Crimeia-Congo, um patógeno endêmico em regiões da África, Ásia e Leste Europeu capaz de provocar doença hemorrágica grave em humanos.
Cientistas ainda têm identificado novos orthonairovírus ao redor do mundo, como na Costa do Pacífico, nos EUA, o que os torna um gênero emergente de vírus.
Pesquisas sobre orthonairovírus e sobre como esses vírus conseguem burlar o sistema imunológico podem ser fundamentais para o desenvolvimento de novos diagnósticos, fortalecimento dos sistemas de vigilância e novos tratamentos ou vacinas.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside (UC Riverside), nos EUA, revelou como os orthonairovírus conseguem escapar das defesas imunológicas.
A pesquisa concentrou-se em proteínas virais especializadas denominadas proteases com domínio de tumor ovariano (ou proteases OTU), que auxiliam esses vírus a suprimir a resposta imunológica do organismo.
O estudo, publicado na revista científica ACS Infectious Diseases, examinou como as proteases OTU virais interferem em vias críticas de comunicação celular que ajudam o organismo a detectar e combater infecções.
O Dr. Scott Pegan, professor de Ciências Biomédicas da Faculdade de Medicina da UC Riverside e autor sênior do estudo, explicou que o vírus utiliza essas proteases OTU para remover os sinais moleculares de proteínas que regulam as respostas imunológicas, desarmando as defesas imunológicas em múltiplas etapas e facilitando o estabelecimento da infecção.
De acordo com o professor Scott Pegan, em relação aos orthonairovírus do carrapato identificado na Costa do Pacífico, existe uma preocupação real com a saúde, já que um dos mecanismos utilizado por esse vírus específico é altamente compatível com humanos. O receio é que o vírus possa estar entrando em contato com humanos e possivelmente circulando sem ser detectado.
De qualquer modo, os cientistas avaliam que ainda são necessárias mais pesquisas para determinar se o vírus está infectando pessoas e causando doenças.
O professor da UCR ressaltou que as pessoas devem se proteger para evitar picadas de carrapato: dependendo do tipo de carrapato, podem ser transmitidas doenças que ainda não foram nem monitoradas.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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