Com publicação científica

Recuperação natural pós-AVC
Supressão de gene ajuda sistema de reparo natural do cérebro pós-AVC
Em animais, terapia promoveu remielinização e plasticidade neural pós-AVC
Older woman with short gray hair sits at a table, stacking colorful rings on a red cone toy, focused on playtime.

Svitlana Hulko vis Shutterstock

Reabilitação pós-AVC

Por Redação SciAdvances

16 de julho de 2026, 13:35

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Desenvolvimento de Fármacos, Entrega de Medicamentos, Farmacologia, Genética, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Neurologia

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Recuperação natural pós-AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade de longo prazo em todo o mundo, resultando frequentemente em comprometimentos de movimento, fala e cognição.

Após sofrer um AVC, o cérebro inicia um programa de reparo coordenado que envolve diversos tipos de células, principalmente a micróglia, que forma o sistema imune cerebral.

Imediatamente após a lesão, as células da microglia são ativadas para desencadear inflamação e um subsequente estado de reparo, quando produzem fatores de crescimento que favorecem a remielinização, fortalecem as conexões neurais e promovem a recuperação funcional.

Contudo, esse processo de autorreparo dura apenas cerca de dois meses, e então somente a reabilitação ajuda os pacientes a recuperar algumas funções perdidas.

Compreender melhor os mecanismos envolvidos no reparo natural do cérebro poderia ajudar a estender esse período de reparação natural e reduzir os impactos incapacitantes do AVC.

Avanço: identificado gene envolvido na interrupção do reparo natural do cérebro pós-AVC

Um estudo liderado por pesquisadores do Instituto de Ciência de Tóquio, no Japão, avançou na compreensão do mecanismo molecular responsável pela redução das funções de reparo do cérebro após um AVC.

Em camundongos com AVC, os pesquisadores identificaram que os níveis da proteína ZFP384 (que atua como fator de transcrição) aumentam à medida que as funções de reparo espontâneo do cérebro diminuem.

O estudo identificou que o gene ZFP384 (que codifica a proteína ZFP384) atua interrompendo interações associadas ao reparo neural no cérebro. Como resultado, a microglia perde suas propriedades de reparo, apesar das necessidades contínuas de recuperação do cérebro.

O estudo, publicado recentemente na revista científica Nature, foi liderado pelo Dr. Jun Tsuyama e pelo Dr. Takashi Shichita, professores do Instituto de Ciência de Tóquio, e contou com a colaboração de cientistas do Instituto Metropolitano de Ciências Médicas de Tóquio e da Universidade Kyushu, também no Japão, e da Universidade de Freiburg, na Alemanha.

Em animais, terapia para supressão do gene ZFP384 ajudou a manter a reparação natural do cérebro

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Instituto de Ciência de Tóquio
Professor do Instituto de Ciência de Tóquio

Publicação

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