Com publicação científica

Segurança da IA na Medicina
Aplicações médicas da Inteligência Artificial e os riscos de privacidade
Estudo mostrou que é possível extrair informações sensíveis de modelos de IA que usam dados de pacientes para treinamento
Digital health illustration with glowing hexagonal icons, a medical cross, DNA strand, syringe, pill and heartbeat line connected by blue circuits on a dark background.

Visual Unit via Shuttertsock

Por Redação SciAdvances

2 de julho de 2026, 12:12

Fonte

Áreas

Ciência de Dados, Computação, Dispositivos Vestíveis, Engenharia Biomédica, Imagens Médicas, Medicina, Modelagem Matemática, Processamento de Imagens, Robótica, Simulação Computacional, Telemedicina

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Segurança da IA na Medicina

A Inteligência Artificial (IA) tem sido usada em uma infinidade de aplicações, e na Medicina não tem sido diferente. Seja para melhorar diagnósticos e análises de imagens, para apoiar a decisão clínica, para auxiliar cirurgias robóticas, ou para a Telemedicina e o monitoramento de pacientes, mais e mais modelos de IA são usados a cada dia.

Todos esses usos da IA envolvem o treinamento de modelos com dados sensíveis de pacientes, e a segurança destes dados está diretamente relacionada à privacidade do paciente.

Quando há a invasão a um modelo de IA, pode haver a extração de dados de treinamento que poderiam ser usados, sem o conhecimento do paciente, em alguma ação de terceiros que afete o indivíduo diretamente.

Avanço: ataques a modelos de IA podem conseguir extrair dados em base individual

Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique (TUM) e do Instituto Hasso Plattner (HPI), na Alemanha, e do Imperial College de Londres, no Reino Unido, demonstram que a segurança de modelos de Inteligência Artificial (IA) usados na Medicina pode não ser tão boa quanto se imaginava.

Ataques que visam determinar se dados de um indivíduo foram usados ​​para treinar um modelo são chamados de ataques de inferência de pertinência, também conhecidos como ‘MIAs’, do nome em inglês. Até agora, modelos de IA usados na área médica eram considerados amplamente seguros contra MIAs.

Moritz Knolle, doutorando na TUM e primeiro autor do estudo publicado na revista científica Nature, destacou que as avaliações de risco anteriores mediam apenas o risco médio entre todos os pacientes. Pela primeira vez, foi examinado o risco em nível do indivíduo, o que trouxe resultados bem diferentes.

Segundo o Dr. Daniel Rückert, professor de Inteligência Artificial em Saúde e Medicina na TUM e coautor sênior do estudo, os dados de saúde dos pacientes são altamente sensíveis e esse não é um risco tolerável.

No estudo, os pesquisadores realizaram ataques contra modelos baseados em sete conjuntos de dados médicos consolidados. Cada modelo utilizava um tipo diferente de dados, como imagens, eletrocardiogramas ou registros eletrônicos de saúde.

Modelos maiores, mais vulnerabilidade

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Autores/Pesquisadores Citados

Doutorando na Universidade Técnica de Munique (TUM)
Professor de Inteligência Artificial em Saúde e Medicina na TUM
Pesquisador em Saúde Digital do Instituto Hasso Plattner (HPI)

Publicação

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