Com publicação científica

Tatiana Chekryzhova via Shutterstock
Paciente sendo posicionado para radiografia de tórax
Por Redação SciAdvances
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Equipamentos de raio-X têm muitas aplicações importantes, tanto nas áreas de Medicina e Saúde quanto em áreas de controle de qualidade em indústrias e até mesmo em segurança e alfândega.
Como a radiação ionizante pode causar vários problemas à saúde, os profissionais e pessoas envolvidas nos processos que envolvem raios X precisam usar um ‘escudo’ protetor, como um avental de chumbo, que atenua a exposição à radiação.
Mas a solução dos aventais de chumbo tem duas limitações: primeiro, a maioria dos aventais usados por longos períodos pode liberar poeira de chumbo, um metal tóxico ao qual nenhum nível de exposição é considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde; além disso, também existe o problema do peso excessivo dos aventais, que podem causar desconforto e dores nas costas e pescoço, principalmente para quem usa a proteção por longos períodos.
Neste cenário, um novo material que conseguisse proteger contra a radiação e pudesse ser mais leve que o chumbo e bem menos tóxico seria uma solução mais adequada.
Na Universidade de Waterloo, no Canadá, pesquisadores desenvolveram um novo material que poderia substituir o chumbo em aventais de proteção contra raios X, oferecendo a mesma proteção contra a radiação e com um peso quase 90% menor.
O Dr. Tizazu Mekonnen, professor de Engenharia Química na Universidade de Waterloo, explicou que, para os pacientes que fazem radiografias apenas ocasionalmente, aventais de chumbo pesados podem ser aceitáveis, mas podem ser um problema para os profissionais envolvidos nos exames e que usam a proteção quase continuamente.
Segundo o professor Tizazu Mekonnen, o novo estudo mostrou que a proteção contra radiação não precisa depender de materiais tóxicos e pesados como o chumbo. Em vez disso, podem ser usados polímeros flexíveis com nanopartículas, com excelente proteção contra raios X, e com um peso significativamente menor.
No caso, os pesquisadores usaram nanopartículas de tungstênio misturadas a um polímero macio à base de silicone para formar lâminas de nanocompósitos. Para evitar a rigidez do material, os pesquisadores usaram nanopartículas de tamanho, forma, arranjo e distribuição controladas.
Modelagem e testes com o novo material para aventais protetores de radiação foram conduzidos no Hospital Grand River em Kitchener, no Canadá.
Com os resultados dos testes, os pesquisadores podem agora definir parâmetros de projeto importantes para nanocompósitos de blindagem contra raios X de próxima geração.
Atualmente, a pesquisa também está evoluindo em aplicações do material para outros tipos de radiação, incluindo emissões de raios gama no setor de energia nuclear e para bloqueio de ondas eletromagnéticas de dispositivos como celulares e Wi-Fi.
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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Universidade Federal do Rio Grande do Norte


