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Angiografia coronária
Por Redação SciAdvances
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Na Austrália, a Dra. Erin Howden, professora da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), vai liderar um estudo que pretende desenvolver uma abordagem específica para o tratamento de mulheres com disfunção microvascular coronária (DMC).
O estudo recebeu recentemente financiamento da Wellcome Leap, uma organização sem fins lucrativos nos EUA fundada pela Wellcome Trust, que tem a finalidade de ajudar a reduzir o impacto global das doenças cardiovasculares.
Doença cardíaca ‘invisível’
A DMC é frequentemente chamada de doença cardíaca ‘invisível’, pois afeta os pequenos vasos sanguíneos do coração e muitas vezes passa desapercebida em exames de angiografia. A doença é muito mais comum em mulheres, principalmente após a menopausa.
A professora Erin Howden destacou que até 70% das mulheres com dor no peito que se submetem a uma angiografia recebem o resultado de que suas artérias estão desobstruídas, mas muitas vão continuar com angina debilitante, falta de ar e fadiga que limitam a vida diária.
Segundo a professora, mulheres com DMC têm um risco até quatro vezes maior de eventos cardiovasculares graves.
Atualmente, mulheres diagnosticadas com DMC recebem medicamentos para alívio dos sintomas, desenvolvidos para homens com doença arterial coronariana obstrutiva.
Estudo vai analisar eficácia de dois tratamentos, isolados ou em conjunto
Agora, o estudo vai testar se dois tratamentos seguros e acessíveis – o estrogênio transdérmico e o treinamento físico estruturado – podem reparar a microcirculação danificada e restaurar a qualidade de vida das mulheres com DMC.
Durante 16 semanas, 132 mulheres pós-menopáusicas na Austrália vão receber um ou ambos os tratamentos, com a ressonância magnética cardíaca avançada utilizada para medir o efeito nos pequenos vasos do coração.
De acordo com os resultados dos testes, o estudo pode levar ao primeiro tratamento específico para a DMC.
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