Com publicação científica

Riscos da obesidade
Para além do IMC, novos parâmetros podem permitir análise mais precisa sobre os riscos da obesidade
Usando dados do Biobanco do Reino Unido, pesquisadoras analisaram riscos da obesidade considerando também porcentagem de gordura corporal e circunferência da cintura

New Africa via Shutterstock

Médica medindo circunferência da cintura em paciente

Por Redação SciAdvances

21 de maio de 2026, 14:00

Fonte

Áreas

Cardiologia, Cirurgia, Educação Alimentar, Endocrinologia, Epidemiologia, Medicina de Precisão, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional, Obesidade

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Riscos da obesidade

A ciência sabe que a obesidade aumenta o risco de desenvolver doenças cardiometabólicas, como hipertensão e diabetes tipo 2, mas ainda não está claro como quantificar adequadamente a obesidade de um modo que permita uma avaliação melhor dos riscos que podem vir.

Na maioria das vezes, a obesidade ainda é definida apenas através do cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), que considera as medidas de altura e peso do indivíduo.

Porém, outros parâmetros importantes podem influenciar o risco que a obesidade pode causar, como a porcentagem de gordura corporal e a circunferência da cintura.

Nos últimos anos, pesquisas têm demonstrado que a avaliação da adiposidade apenas considerando o IMC pode trazer um olhar limitado sobre o risco de desenvolvimento de várias doenças relacionadas à obesidade.

Em 2025, uma comissão de pesquisadores e especialistas publicou novos critérios para o diagnóstico da obesidade clínica na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology, justamente destacando as limitações de considerar apenas o IMC, que pode tanto superestimar quanto subestimar a adiposidade.

Avanço: grande quantidade de dados ajuda a estratificar riscos, com mais detalhes

Um novo estudo de pesquisadoras da Universidade Lund e da farmacêutica AstraZeneca, na Suécia mostrou evidências sobre como avaliar melhor a obesidade do ponto de vista do risco de doenças.

O estudo, publicado na revista científica eBioMedicine, faz parte de um projeto de medicina de precisão baseado em dados, conduzido por Sophie Gunnarsson, que é cientista sênior da AstraZeneca, doutoranda no Centro de Diabetes da Universidade Lund e primeira autora do estudo. Sophie é orientada pela Dra. Rashmi Prasad, professora de Genética e Diabetes da Universidade Lund e também coautora principal do estudo.

Foram analisados dados de 489.311 participantes da base de dados do Biobanco do Reino Unido, acompanhados por uma mediana de 13 anos. Durante o período de acompanhamento, 24.778 indivíduos de todos os participantes do estudo sofreram eventos cardiovasculares, 30.376 foram diagnosticados com diabetes tipo 2 e 14.906 desenvolveram doença renal crônica.

As pesquisadoras usaram tanto a porcentagem de gordura corporal quanto a circunferência da cintura para agrupar os indivíduos em cinco categorias de risco crescente (Grupo 1 ao Grupo 5) ao avaliar o risco de desenvolver os seguintes desfechos: morte cardiovascular, infarto do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal, diabetes tipo 2 e doença renal crônica.

Novos parâmetros, melhor análise de riscos

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Autores/Pesquisadores Citados

Cientista sênior da AstraZeneca e doutoranda no Centro de Diabetes da Universidade Lund
Professora de Genética e Diabetes da Universidade Lund

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