Com publicação científica

Obesidade global
Em países de baixa e média renda, obesidade continua aumentando
Estudo global também aponta estabilização ou mesmo redução da obesidade em alguns países de alta renda

Jo Panuwat D via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

16 de maio de 2026, 12:11

Fonte

Áreas

Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ciências Sociais, Educação Alimentar, Nutrição Clínica, Obesidade, Qualidade dos Alimentos

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Obesidade global

A obesidade, que pode levar a doenças crônicas e aumentar o risco de morte, é um dos grandes problemas de saúde pública em nível global. A alimentação de baixa qualidade, com grande consumo de alimentos ultraprocessados; o sedentarismo; fatores socioeconômicos, que dificultam o acesso a alimentos saudáveis, e até mesmo distúrbios da saúde mental, que podem levar a distúrbios alimentares, têm papel de destaque na prevalência da obesidade.

Porém, é muito difícil um olhar único sobre a situação global, já que diferenças regionais e por países, mesmo no acesso à alimentação saudável, são flagrantes.

Neste sentido, não só a análise de números absolutos, mas uma análise de tendência ao longo do tempo pode trazer uma visão mais detalhada da dinâmica da obesidade, sua diversidade e desigualdades.

Avanço: avaliação global de tendências destaca diferenças regionais e entre países

Um estudo recente liderado por pesquisadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, e publicado na revista científica Nature, analisou mais de quatro décadas de dados de saúde de 200 países e territórios, abrangendo o período de 1980 a 2024.

As descobertas surgem no momento em que especialistas de todo o mundo se reúnem no Congresso Europeu sobre Obesidade (ECO 2026), trazendo um panorama mais otimista sobre a obesidade, principalmente em países de alta renda.

No estudo, os pesquisadores utilizaram as taxas de aumento ou redução da obesidade como medida-chave a partir da variação absoluta anual na prevalência da obesidade e considerada em pontos percentuais por ano. Usando esse método, os cientistas conseguiram fornecer uma visão mais clara de onde as taxas de obesidade estão aumentando, estabilizando ou reduzindo.

A equipe analisou medidas de peso e altura de mais de 232 milhões de pessoas com cinco anos de idade ou mais (70 milhões de pessoas com idade entre 5 e 19 anos e 162 milhões com 20 anos ou mais), representando 200 países e territórios.

Mais de 1.900 pesquisadores contribuíram para o estudo, que analisou o índice de massa corporal (IMC) para avaliar a obesidade. Os pesquisadores usaram padronização por idade para ajustar as estimativas de obesidade de acordo com as diferenças na distribuição da população em diferentes faixas etárias.

Em relação às taxas de obesidade, os resultados por país ou território foram classificados como ‘aumento em aceleração’, ‘aumento constante’, ‘aumento em desaceleração’, ‘sem aumento ou declínio’ e taxas ‘em declínio’.

Resultados mostraram diversidade e desigualdades globais em nutrição e saúde

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