Com publicação científica

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
Resposta inflamatória influencia evolução e sobrevida em diferentes subtipos de esclerose lateral amiotrófica
Cientistas analisaram amostras de sangue e da medula espinhal de quase 300 pacientes (vivos e falecidos) com formas de ELA genética e não genética

David Herraez Calzada via Shutterstock

Fisioterapeuta auxiliando paciente com ELA

Por Redação SciAdvances

20 de maio de 2026, 13:59

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Biotecnologia, Envelhecimento, Epidemiologia, Fisiatria, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Genética, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Neurociências, Neurologia

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Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa grave e progressiva, que afeta os neurônios motores e vai comprometendo os movimentos, causando fraqueza muscular cada vez mais intensa.

A doença pode ser de origem genética ou não, mas pouco se sabe sobre as causas e mecanismos envolvidos.

Pacientes com ELA vivem em média apenas três anos após o início dos sintomas, embora algumas pessoas possam sobreviver por quase 10 anos. A ciência ainda desconhece as causas dessas diferenças na sobrevida.

Avanço: estudo identifica ‘efeito dominó’ na progressão da ELA e inflamação relacionada ao sistema imune

Um novo estudo de cientistas da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, nos EUA, mostrou evidências de que a ELA se desenvolve por meio de uma sequência de eventos em ‘efeito dominó’, que começa com uma degeneração precoce nos neurônios motores e é seguida por uma resposta inflamatória.

As descobertas, publicadas na revista científica Nature Neuroscience, ajudam a explicar por que a doença piora com o tempo, por que alguns pacientes pioram mais rapidamente do que outros e como os tratamentos futuros podem ser mais personalizados.

Segundo o Dr. David Gate, diretor do Centro de Neurogenômica da Escola de Medicina da Universidade Northwestern e coautor sênior do estudo, a pesquisa revelou que a ELA não é um evento único, mas uma sequência de eventos que começa nos neurônios motores com a patologia da proteína TDP-43 e é então amplificada por uma resposta imune inflamatória na corrente sanguínea e na medula espinhal.

O Dr. Evangelos Kiskinis, professor de Neurologia e Neurociências da Universidade Northwestern e também coautor sênior do estudo, destacou que a intensidade da inflamação da medula espinhal não determina quando alguém desenvolve a doença, mas sim a velocidade de progressão da doença e o tempo de sobrevida.

Os cientistas analisaram amostras de sangue e da medula espinhal de quase 300 pacientes (vivos e falecidos) com formas de ELA genética e não genética, bem como de indivíduos do grupo de controle.

Com a aplicação de tecnologias de última geração, incluindo sequenciamento de RNA de célula única e transcriptômica espacial, os cientistas conseguiram comparar pacientes com ELA não genética e genética, o que permitiu observar como a atividade imunológica difere entre os tipos de ELA e os estágios da doença.

Para a análise das respostas inflamatórias no sistema nervoso central, os cientistas examinaram o RNA de amostras post-mortem de 237 pacientes com ELA.

Células imunes e inflamação

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Autores/Pesquisadores Citados

Diretor do Centro de Neurogenômica da Escola de Medicina da Universidade Northwestern
Professor de Neurologia e Neurociências da Escola de Medicina da Universidade Northwestern

Publicação

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