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Giovanni Cancemi via Shutterstock
Ilustração de contaminação alimentar por bactéria do gênero Salmonella
Por Redação SciAdvances
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Um novo estudo, publicado na revista científica PLOS Biology, identificou 128 tipos de toxinas produzidas por bactérias do gênero Salmonella, que podem causar intoxicação alimentar, dentre as quais 45 toxinas que são muito diferentes de toxinas conhecidas ou que nunca haviam sido descritas pela ciência.
O estudo foi conduzido no Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e foi liderado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (ICB-USP e IQ-USP, respectivamente), com a participação de colegas da Universidade do Texas e do Centro Nacional de Informação sobre Biotecnologia dos Institutos Nacionais de Saúde (NCBI-NIH), nos EUA, e da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.
Os pesquisadores usaram ferramentas computacionais que analisaram o material genético de 6.165 amostras de 149 tipos diferentes (sorovares) da subespécie Salmonella entérica. Essa análise permitiu identificar possíveis toxinas, comparar sequências entre diferentes bactérias e inferir suas funções a partir de semelhanças com proteínas já conhecidas.
As toxinas identificadas podem atuar de diferentes maneiras: algumas são direcionadas à competição contra outras bactérias, enquanto outras têm potencial de afetar células eucarióticas de fungos, leveduras, algas e até de mamíferos.
O conhecimento dessas novas toxinas pode levar, no futuro, ao desenvolvimento de novos antibióticos ou mesmo a novas aplicações biotecnológicas.
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