Com publicação científica

Toxina ancestral de bactéria comum pode ter importantes aplicações farmacêuticas
Toxina que ataca insetos pode ter implicações no desenvolvimento de novos fármacos

AjayTvm via Shutterstock

Colônias de estreptomicetos em placa de Petri

Por Redação SciAdvances

4 de maio de 2026, 19:11

Fonte

Áreas

Bacteriologia, Bioinformática, Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Farmacologia, Genética, Imunologia, Indústria Farmacêutica, Microbiologia, Proteômica, Toxicologia

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As bactérias filamentosas conhecidas como estreptomicetos (Streptomyces) são extremamente comuns e abundantes, atuando de modo importante na decomposição de matéria orgânica, além de serem consideradas ‘fábricas farmacêuticas naturais’.

As actinobactérias são capazes de produzir metabólitos bioativos responsáveis ​​pela produção de vários compostos anticancerígenos, imunossupressores e antibióticos usados ​​em todo o mundo.

Dado o grande interesse em aplicações clínicas de produtos que podem ser derivados dessas bactérias, vários grupos de pesquisa seguem estudando novas possibilidades.

Avanço: nova classe de toxinas não apresenta toxicidade para humanos e pode ser usada em novos fármacos

Um estudo recente publicado na revista científica Nature Microbiology sugere que as possibilidades oferecidas pelos estreptomicetos são ainda mais amplas do que se imaginava, depois que os cientistas identificaram uma nova classe de toxinas produzidas por essas bactérias.

Apesar das semelhanças estruturais com uma toxina envolvida na difteria, as proteínas tóxicas recém-descobertas não causam doenças em humanos, apesar de matarem uma ampla gama de insetos.

Para entender exatamente por que as proteínas inseticidas dos estreptomicetos são tóxicas apenas para insetos, os pesquisadores usaram a tecnologia de edição genômica CRISPR para identificar os fatores do hospedeiro necessários para a toxicidade e identificaram uma proteína de superfície específica responsável por essa ativação.

Participaram do estudo pesquisadores da Universidade McMaster, Universidade de Toronto e Universidade de Waterloo, no Canadá; Boston Children’s Hospital, Escola Médica de Harvard, Universidade de Wisconsin-Madison, Universidade da Califórnia em Davis, Universidade Estadual de Oklahoma e Universidade Yale, nos EUA; e da Universidade de Estocolmo, na Suécia.

Toxinas recém-descobertas são na verdade toxinas ancestrais

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