Com publicação científica
TDAH e dor
TDAH pode intensificar dor crônica
Ansiedade e pensamentos negativos na TDAH e autismo podem ser caminhos que interferem na dor crônica

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Por Redação SciAdvances
27 de abril de 2026, 17:38
Fonte
Áreas
Epidemiologia, Fisioterapia, Gerontologia, Neurociências, Neurologia, Psicologia, Psiquiatria, Saúde Mental
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TDAH e dor
A dor crônica é uma dor persistente que não responde aos tratamentos comuns e afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Entre os desafios relacionados à dor crônica está o fato de que a dor não é um fenômeno puramente físico, portanto, os tratamentos podem envolver múltiplas modalidades de intervenção e precisam ser altamente personalizados para cada indivíduo.
Para evoluir no tratamento, diversas pesquisas sobre a dor crônica tentam olhá-la por diferentes perspectivas, incluindo como grupos específicos de pessoas podem enfrentá-la. Isso levou a pesquisas sobre os potenciais impactos de transtornos do neurodesenvolvimento, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e o transtorno do espectro autista, sobre a dor crônica.
Avanço: Características do TDAH podem afetar dor crônica
Um novo estudo transversal de triagem considerou 958 pacientes adultos com dor crônica persistente (apesar do tratamento padrão) em centros multidisciplinares de dor no Japão, e analisou quais destes pacientes apresentavam transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista (TEA), na tentativa de associar características destes transtornos à dor crônica.
Segundo os pesquisadores, características do TDAH e do TEA parecem impactar a forma como as pessoas percebem a dor por meio do aumento da ansiedade, depressão e padrões de pensamento negativos.
Os sintomas de TDAH, mas não os de TEA, estiveram consideravelmente associados à maior intensidade da dor e à dor extremamente intensa, considerando o escore médio na escala numérica de dor (intensidade da dor de 9 a 10 de 10). Entre os pacientes com dor extremamente intensa, 27,4% apresentaram resultado positivo para TDAH na triagem.
A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, apresenta possíveis caminhos para novos tratamentos e reabilitação personalizados para pessoas com TDAH e dor crônica e foi conduzida por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Médica de Fukushima, da Universidade Médica Aichi, da Universidade Tamagawa e do Hospital da Universidade de Tóquio, no Japão.
Dor crônica pode extrapolar os limites da dor física
As descobertas reafirmam a ideia de que a dor não é meramente física, mas que características mentais e neurológicas podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava.
Segundo os pesquisadores, os sintomas de TDAH estão mais fortemente associados à intensidade da dor do que os sintomas de TEA em pacientes com dor crônica persistente, e fatores emocionais e cognitivos podem desempenhar um papel mediador fundamental.
Neste sentido, a triagem para sintomas de TDAH é importante para o manejo abrangente da dor crônica intensa, mas muitos adultos com TDAH não são diagnosticados, mesmo quando procuram atendimento médico para problemas como dor crônica.
O Dr. Satoshi Kasahara, pesquisador do Departamento de Anestesiologia e Centro de Alívio da Dor do Hospital da Universidade de Tóquio e primeiro autor do estudo, acredita que a pesquisa pode ser útil para os médicos, já que um diagnóstico positivo ou negativo de TDAH pode ajudar a direcionar as opções de tratamento para pacientes com dor crônica.
Agora, os pesquisadores pretendem examinar se e como o tratamento do TDAH pode ajudar a reduzir a dor crônica. Eles estão considerando a realização de estudos prospectivos e intervencionistas para isso. Identificar e tratar adequadamente o TDAH em pacientes com dor crônica também pode ajudar a melhorar a condição geral do paciente.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
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