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Por Redação SciAdvances
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Em um estudo com camungongos, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Virgínia (UVA), nos EUA, utilizaram uma técnica avançada de edição genética para corrigir a causa de uma forma grave de epilepsia.
O Dr. Manoj Patel, professor do Departamento de Anestesiologia e do Instituto do Cérebro da UVA destacou que, atualmente, em vez de corrigir apenas os efeitos das mutações genéticas, pode-se corrigir as próprias mutações, atacando a causa raiz da doença. Segundo o professor, a técnica de edição genética, chamada edição de bases, poderia ser aplicada ao tratamento de inúmeras doenças genéticas.
O professor Manoj Patel liderou a equipe de pesquisa que conseguiu corrigir, através da edição genética, a alteração no DNA responsável pela encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento associada ao gene SCN8A., uma doença que atinge cerca de 1% dos casos de epilepsia. A doença pode causar convulsões, dificuldades de aprendizagem e de movimento e, às vezes, morte súbita.
A alta precisão da técnica de edição genética permitiu que os cientistas evitassem efeitos colaterais indesejados que podem estar associados a outras técnicas de edição genética. Os pesquisadores utilizaram essa abordagem para corrigir a mutação em camundongos, descobrindo que ela eliminou ou reduziu drasticamente as convulsões e aumentou a sobrevida geral.
As descobertas da equipe sugerem que a correção direta das mutações causadoras da doença pode oferecer um novo caminho para o tratamento de epilepsias genéticas graves e outras doenças hereditárias.
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