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Por Redação SciAdvances
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A fadiga em corridas de longa distância é um processo natural de esgotamento energético e, acúmulo de metabólitos, que eventualmente pode causar danos musculares e desgaste mental e pode levar ao desconforto dos corredores devido à proximidade de seus limites metabólicos e biomecânicos. Atletas que têm maior resistência à fadiga conseguem alcançar um resultado melhor ao final da corrida.
Mas o monitoramento da fadiga em corredores não é nada simples. A avaliação da fadiga em corridas de longa distância muitas vezes se baseia em medidas isoladas e não padronizadas, que podem variar significativamente e dificultar estudos comparativos.
A biomecânica (postura, velocidade, aceleração, forças) e o metabolismo (principalmente o metabolismo aeróbico, que usa glicogênio e ácidos graxos para produzir energia) são determinantes para o início da fadiga, que pode comprometer os resultados da corrida.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Adelaide, na Austrália, avaliou as respostas metabólicas e biomecânicas à fadiga relacionada à corrida, usando modelos computacionais do sistema musculoesquelético humano e simulações de controle ótimo, considerando as medidas de sensores vestíveis.
Os pesquisadores fixaram sensores na região lombar, peito, panturrilhas, coxas e pés de seis corredores competitivos que correram, em média, mais de 50 km por semana. Os corredores também realizaram testes em esteiras com intervalos de corrida de alta intensidade para confirmar a presença de fadiga.
A Dra. Grace McConnochie, professora da Universidade Adelaide e autora principal do estudo, afirmou que a fadiga relacionada à corrida é complexa e varia muito entre indivíduos e em diferentes condições.
A pesquisa foi publicada na revista científica Royal Society Open Science.
A Dra. Grace McConnochie destacou que o estudo indicou mudanças mínimas na biomecânica quando os corredores estavam fatigados, mas diferenças maiores surgiram no tronco e na pelve, ou seja, a fadiga não afeta apenas as pernas, podendo se manifestar em outras partes do corpo.
Segundo a pesquisadora, mudanças significativas no desempenho e no consumo energético podem ocorrer com ajustes sutis na biomecânica da corrida e essas mudanças podem variar entre indivíduos.
A professora concluiu que a nova abordagem pode oferecer uma maneira individualizada de avaliar a fadiga em nível da função musculoesquelética, trazendo novos avanços significativos no conhecimento da biomecânica que não podem observados por medidas tradicionais, abrindo caminho para uma análise mais precisa da fadiga em condições realistas de corrida.
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Outros avanços

Universidade da Pensilvânia


