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Por Redação SciAdvances
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A creatina é um nutriente que atua na produção de energia rápida para o sistema músculo-esquelético, aumentando a massa muscular e melhorando o desempenho físico. É um suplemento bastante utilizado para treinos de alta intensidade e curta duração em pessoas saudáveis, sendo considerado seguro se consumido nas doses recomendadas.
Mas em relação aos efeitos da creatina em pessoas com função renal prejudicada, ainda existem lacunas de conhecimento. Neste sentido, um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), publicado em 2025 na revista científica Nutrients, avançou na compreensão dos efeitos da creatina em casos de função renal alterada.
Com dados de transcriptômica do repositório público internacional Gene Expression Omnibus e recursos computacionais do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho da UFRN, o estudo avaliou a expressão de genes relacionados à creatina e conseguiu estabelecer relações entre as vias metabólicas e a regulação da creatina, avançando no conhecimento dos potenciais papéis reguladores da creatina em processos celulares durante doenças renais.
Os pesquisadores identificaram 44 genes-chave ligados ao metabolismo da creatina, que atuam na produção, transporte e regulação da substância no organismo.
Destes genes, o estudo indicou 4 genes fundamentais para o metabolismo da creatina, destacando potenciais mecanismos moleculares que podem influenciar tanto a saúde quanto a disfunção renal.
Segundo o Dr. João Paulo Matos Lima, professor do Centro de Biociências da UFRN e coautor sênior do estudo, o metabolismo da creatina está ligado a processos essenciais do organismo, como o equilíbrio energético e a função dos rins, e compreender melhor essa relação é fundamental para desenvolver abordagens de saúde mais seguras e baseadas em evidências.
O professor também destacou a importância do estudo ao mostrar que o aumento da creatinina sérica pode ser um ‘falso positivo’ para lesão renal em usuários de creatina, reforçando a necessidade de usar marcadores mais precisos, como a cistatina-C, para evitar diagnósticos incorretos.
De qualquer modo, os pesquisadores ressaltaram que os efeitos da suplementação de creatina em indivíduos com diferentes tipos de doenças renais ainda não são completamente conhecidos: há a necessidade de avaliar a suplementação de creatina de forma personalizada, considerando as particularidades de cada condição renal.
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