Com publicação científica

Metabólitos de cobras e perda de peso
Molécula encontrada em cobras pítons pode ser nova alternativa para a perda de peso
Um dos metabólitos encontrados nas cobras fez com que camundongos obesos comessem menos e perdessem peso

Egoreichenkov Evgenii via Shutterstock

Cobra píton

Por Redação SciAdvances

20 de março de 2026, 16:49

Fonte

Áreas

Biologia, Biomedicina, Bioquímica, Desenvolvimento de Fármacos, Farmacologia, Metabolismo, Microbiologia, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional, Obesidade, Toxicologia

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Metabólitos de cobras e perda de peso

Depois de uma grande refeição, cobras pítons podem ficar meses ou até um ano sem comer mais nada, em ciclos metabólicos de alimentação e jejum extremos.

A ciência tem interesse e muitos pesquisadores têm se dedicado a estudar moléculas presentes em diversos animais e sua aplicabilidade no desenvolvimento de novos fármacos.

No caso das cobras, moléculas envolvidas em seu metabolismo, que estão presentes após sua alimentação ou nos ciclos de longos jejuns, poderiam ser aplicadas em medicamentos para a perda de peso.

Avanço: estudo identificou metabólitos de cobras pítons com altas concentrações pós-alimentação

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Stanford e da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, descobriram metabólitos que ficam muito mais disponíveis em cobras pítons após uma grande refeição.

Os cientistas identificaram mais de 200 metabólitos cuja concentração sanguínea aumentou pelo menos 32 vezes nas cobras pítons poucas horas após a alimentação, e 24 metabólitos que diminuíram na mesma proporção.

Entre esses metabólitos, está a molécula chamada pTOS – um metabólito pouco estudado em humanos e conhecido principalmente como uma molécula excretada na urina – que teve um aumento de até 1.000 vezes após a refeição.

Em laboratório, metabólito regulou apetite de camundongos

Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Patologia da Escola de Medicina da Universidade Stanford

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