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Ilustração 3D de perna saudável e perna com linfedema
Por Redação SciAdvances
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O linfedema – o comprometimento dos vasos linfáticos com o acúmulo anormal de linfa nos tecidos, observado principalmente nos membros inferiores – pode se desenvolver devido a condições hereditárias (linfedema primário) ou como resultado de cirurgias ou outros tratamentos (linfedema secundário).
Os pacientes frequentemente apresentam inchaço crônico, espessamento do tecido, infecções e mobilidade reduzida.
Os tratamentos atuais se concentram no controle dos sintomas, incluindo o uso de vestimentas de compressão e drenagem manual. Ainda não existem terapias efetivas para reparar completamente vasos linfáticos danificados ou restaurar sua função fisiológica.
Neste cenário, uma equipe de pesquisadores liderada pelo Dr. Omid Veiseh, pesquisador da Universidade Rice, nos EUA, recebeu recentemente um financiamento federal de US$ 18,2 milhões (cerca de R$ 95 milhões) para desenvolver um tratamento regenerativo inédito, com o objetivo de restaurar vasos linfáticos danificados e potencialmente curar o linfedema.
A startup SteerBio, sob a liderança da Dra. Martha Fowler, CEO e cofundadora da empresa, e do Dr. Omid Veiseh, cofundador científico, está liderando os esforços de desenvolvimento e comercialização.
Tratamento regenerativo inovador baseado em Injeção subcutânea única
Os pesquisadores pretendem desenvolver um tratamento baseado em injeção subcutânea minimamente invasiva de dose única que atue na causa raiz da doença: uma terapia regenerativa programável projetada para reconstruir vasos linfáticos danificados através de proteínas terapêuticas.
A ideia é administrar células epiteliais pigmentares da retina humana geneticamente modificadas — já aprovadas pela agência regulatória FDA dos EUA para o tratamento de doenças degenerativas da retina — envoltas em um hidrogel protetor. O hidrogel deve proteger as células do ataque imunológico.
Testes pré-clínicos iniciais demonstraram 100% de regeneração vascular e 80% de redução do edema, com testes atualmente em andamento em modelos animais de grande porte.
Segundo o Dr. Omid Veiseh, além do linfedema, a tecnologia poderia estabelecer uma prova de conceito para terapias vivas programáveis que podem tratar outras doenças estruturais e imunológicas.
Nos próximos 5 anos, mais testes e comercialização
Ao longo dos próximos cinco anos, os pesquisadores esperam realizar mais testes pré-clínicos em modelos animais para depois iniciar estudos clínicos em humanos para demonstrar segurança e eficácia.
O sucesso do novo tratamento será medido pela restauração da função linfática e pela aprovação para um pedido de Novo Medicamento Experimental junto à agência FDA.



