Com publicação científica

Leucemia mieloide crônica
Estado de ativação de proteína pode impactar tratamento da leucemia mieloide crônica
Descoberta de proteína que se comporta de duas maneiras diferentes pode ajudar a reduzir a resistência a medicamentos anticancerígenos

Ground Picture via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

25 de abril de 2026, 06:42

Fonte

Áreas

Biomedicina, Entrega de Medicamentos, Farmacologia, Farmácia Oncológica, Hematologia, Medicina, Medicina de Precisão, Oncologia, Patologia

Compartilhar

Leucemia mieloide crônica

A Leucemia Mieloide Crônica ocorre quando anormalidades genéticas em células-tronco hematopoiéticas produzem uma proteína anormal.

A ciência sabe que essa proteína é a principal causa da proliferação de células cancerígenas, enviando sinais contínuos de crescimento para as células.

Embora medicamentos anticancerígenos direcionados que inibem essa proteína façam parte do tratamento padrão atual, os resultados nem sempre são bons, ocorrendo uma resposta ineficaz para uma parte dos pacientes.

Avanço: proteína mostra ‘duas faces’ ao atuar no crescimento e também na morte de células cancerígenas

Concentrados no impacto de medicamentos anticancerígenos no processo de produção de proteínas nas células, pesquisadores identificaram um novo mecanismo molecular que regula a resposta aos medicamentos no caso da Leucemia Mieloide Crônica.

O estudo confirmou que, quando os medicamentos anticancerígenos são administrados, acontecem ‘colisões de ribossomos’ dentro das células, induzindo um estresse ribossômico intenso e levando, em última instância, à morte da célula cancerígena.

Em particular, a equipe de pesquisa identificou a proteína ZAK como o sensor-chave que detecta essas colisões de ribossomos e descobriu que a proteína se comporta de duas maneiras diferentes – ou seja, possui ‘duas faces’ – dependendo da situação.

Em condições normais, a proteína ZAK ajuda as células cancerígenas a crescerem. No entanto, uma vez iniciado o tratamento anticancerígeno direcionado, ela passa a monitorar as colisões de ribossomos e desencadeia a morte da célula cancerígena por apoptose.

Segundo os pesquisadores, essa é a primeira prova científica de que a mesma proteína pode desempenhar funções totalmente diferentes durante a progressão do tratamento do câncer.

O estudo, publicado na revista científica Leukemia, foi conduzido por pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST), da Universidade Eulji e também do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (UNIST), na Coreia do Sul.

Resultados podem ajudar a desenvolver estratégias personalizadas com terapias combinadas

Publicidade

Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST)

Publicação

Publicidade

Rolar para cima