Com publicação científica

Depressão perinatal e estimulação cerebral
Estudo testa estimulação elétrica transcraniana com intervenção psicológica para depressão perinatal
Tratamento inovador não medicamentoso, não invasivo e que pode ser realizado em casa está sendo testado por cientistas e profissionais da saúde em Portugal

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Por Redação SciAdvances

26 de fevereiro de 2026, 12:09

Fonte

Áreas

Bioengenharia, Biofísica, Dispositivos Vestíveis, Engenharia Biomédica, Epidemiologia, Neurociências, Neurologia, Psicologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Saúde da Mulher, Sistemas de Controle, Telemedicina

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Depressão perinatal e estimulação cerebral

A depressão perinatal – a depressão que pode se manifestar antes e após o parto – tem uma prevalência global estimada em cerca de 20% e compreende alterações de humor que podem levar a um estado de angústia, tristeza profunda, desânimo, ansiedade e distúrbios do sono, dentre outros sintomas.

Para além dos tratamentos medicamentosos acompanhados de psicoterapia, cientistas têm estudado opções de tratamentos que envolvem estimulação cerebral de baixa intensidade (elétrica ou magnética), que são técnicas não medicamentosas e não invasivas.

Como opção, a estimulação elétrica cerebral de baixa intensidade surge como alternativa, complementada por psicoterapia e suporte psicossocial.

Avanço: estudo testa aceitabilidade e eficácia da estimulação elétrica cerebral de baixa intensidade em conjunto com intervenção psicológica

Pesquisadores da Universidade de Coimbra, em Portugal, estão liderando uma pesquisa que tem como foco analisar a aceitabilidade e a eficácia de um tratamento não invasivo e não medicamentoso para a depressão na gravidez e no pós-parto.

Trata-se de uma combinação de estimulação elétrica por corrente contínua transcraniana de baixa intensidade domiciliar, supervisionada remotamente, em conjunto com uma intervenção psicológica, de base cognitivo-comportamental, suportada por um aplicativo.

A Dra. Ana Ganho Ávila, professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), explicou que a estimulação elétrica permite modular a atividade neuronal, tornando determinadas áreas do cérebro mais ou menos excitáveis.

A professora destacou que a técnica atua diretamente no funcionamento dos neurônios, sendo uma técnica segura e indolor quando utilizada sob supervisão médica. Além disso, ressaltou que as sessões de estimulação podem ser dirigidas a regiões específicas do cérebro, o que torna a técnica uma forma prática de influenciar o funcionamento cerebral, resultando em melhorias no estado emocional e cognitivo.

Segundo a professora Ana Ávila, o tratamento tem a duração de dez semanas: nas primeiras três semanas, a paciente realiza cinco sessões por semana (uma por dia) e nas sete semanas seguintes realiza três sessões por semana. Cada sessão inclui 30 minutos de estimulação cerebral associada a um conjunto de exercícios oferecidos pelo aplicativo, integrados em uma intervenção psicológica cognitivo-comportamental breve.

Estudo de aceitabilidade e estudo de eficácia

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC)

Publicação

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