
Dragana Gordic via Shutterstock
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Catarina Thepper, Instituto Karolinska
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Resumo
A partir de dados de três grandes coortes de asma, totalizando mais de 2.500 participantes, pesquisadores usaram metabolômica para identificar uma importante relação entre duas classes de metabólitos – os esfingolipídios e os esteroides – e o controle da asma.
A avaliação da proporção entre esfingolipídios e esteroides poderia prever o risco de crises de asma ao longo de um período de até 5 anos.
Os cientistas acreditam estar no caminho certo para a implantação da medicina de precisão no controle da asma.
Foco do Estudo
Por que é importante?
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, afetando mais de 500 milhões de pessoas. As crises de asma são uma das principais causas de morbidade e custos com saúde.
Apesar da prevalência da asma, os médicos atualmente não dispõem de biomarcadores confiáveis para identificar quais pacientes apresentam alto risco de crises futuras.
Os métodos atuais frequentemente falham em distinguir entre pacientes estáveis e aqueles propensos a crises.
Estudo
Pesquisadores do Hospital Mass General Brigham, nos EUA, e do Instituto Karolinska, na Suécia, identificaram um novo método para prever crises de asma com um alto grau de precisão.
O estudo analisou dados de três grandes coortes de asma, totalizando mais de 2.500 participantes, com base em décadas de registros médicos eletrônicos. Os pesquisadores utilizaram uma abordagem de alto rendimento chamada metabolômica para medir pequenas moléculas no sangue de indivíduos com asma.
Eles identificaram uma importante relação entre duas classes de metabólitos, esfingolipídios e esteroides, e o controle da asma. Especificamente, os cientistas identificaram que a proporção entre esfingolipídios e esteroides poderia prever o risco de crises de asma ao longo de um período de 5 anos.
Em alguns casos, o modelo conseguiu diferenciar o tempo até a primeira crise entre grupos de alto e baixo risco em quase um ano inteiro.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.
Um dos maiores desafios no tratamento da asma é que atualmente não temos uma maneira eficaz de prever qual paciente terá uma crise grave em breve. Nossas descobertas resolvem uma necessidade crítica ainda não atendida. Ao medir o equilíbrio entre esfingolipídios e esteroides específicos no sangue, podemos identificar pacientes de alto risco com 90% de precisão, permitindo que os médicos intervenham antes que uma crise ocorra
Resultados
A equipe de pesquisa descobriu que, embora os níveis individuais de metabólitos fornecessem algumas informações, a proporção entre esfingolipídios e esteroides era o indicador mais poderoso da saúde futura.
Os pesquisadores acreditam que essas descobertas representam um passo significativo em direção à medicina de precisão para a asma. Um estudo clínico baseado nessas proporções poderia ser facilmente implementado em laboratórios padrão, ajudando os médicos a identificar pacientes que parecem estáveis, mas que apresentam desequilíbrios metabólicos subjacentes.
No entanto, os pesquisadores enfatizam que os resultados precisam ser validados antes que o teste possa ser usado na prática clínica. Entre outras coisas, são necessários mais estudos com pacientes asmáticos, incluindo ensaios clínicos diretos e análises de custo-efetividade.
Os pesquisadores solicitaram uma patente para o método.
Descobrimos que a interação entre esfingolipídios e esteroides determina o perfil de risco. Essa abordagem baseada em proporções não é apenas biologicamente significativa, mas também analiticamente robusta, tornando-a altamente adequada para o desenvolvimento de um teste clínico prático e econômico
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Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Acesse a revista científica Nature Communications (em inglês).
Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página do Instituto Karolinska (em inglês).
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