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Quimioterapia para o Glioblastoma

Usando ultrassom, dispositivo implantável pode melhorar entrega de quimioterapia ao cérebro

Com nova tecnologia, administração de medicamentos em casos de tumores cerebrais agressivos pode ser mais efetiva

Divulgação, MIT

Vista de componentes do dispositivo implantável que usa ultrassom

Por Redação SciAdvances

28 de outubro de 2026, 06:52

Fonte

Áreas

Bioeletrônica, Bioengenharia, Biofísica, Biomecânica, Engenharia Biomédica, Entrega de Medicamentos, Farmacologia, Farmácia Oncológica, Física Médica, Impressão 3D, Medicina, Neurociências, Neurologia, Oncologia, Patologia, Quimioterapia, Sistemas de Controle, Toxicologia

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Quimioterapia para o Glioblastoma

Devido à complexidade e à dificuldade de acesso profundo no cérebro, muitas vezes a neurocirurgia para retirada de glioblastoma não tem sucesso completo e acaba não impedindo a recorrência do tumor cerebral agressivo. Após a cirurgia, o tratamento continua com quimioterapia e radioterapia.

Como os medicamentos da quimioterapia são normalmente administrados por via oral ou intravenosa, várias equipes de pesquisa têm tentado desenvolver dispositivos implantáveis para administrar os medicamentos de modo mais direcionado e eficaz, o que também poderia reduzir os efeitos colaterais.

Essa abordagem local contorna outro grande desafio do tratamento tradicional: a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro de substâncias externas, mas também impede a chegada eficiente de medicamentos administrados por via oral ou intravenosa.

Avanço: Usando ultrassom, engenheiros do MIT conseguem desenvolver implante que controla a entrega de fármacos e pode vencer a barreira hematoencefálica

Uma equipe de pesquisa liderada por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, desenvolveu um dispositivo implantável para entrega de medicamentos que poderia ajudar a prevenir a recorrência do glioblastoma.

O dispositivo poderia ser implantado no cérebro durante a cirurgia para liberar, posteriormente, medicamentos que ajudam a eliminar as células tumorais remanescentes de maneira controlada. Após a instalação do implante, o controle ativo externo sem fio pode garantir que o medicamento seja entregue na hora e na quantidade corretas, por um longo período.

O reservatório do implante comporta cerca de 100 microlitros de fluido e a infusão é realizada por meio de uma bomba osmótica passiva, enquanto o ultrassom pode ser controlado sem fio, via Bluetooth. O dispositivo também conta com uma pequena bateria que pode ser recarregada sem fio.

Segundo os pesquisadores, a aplicação do ultrassom pode ser justificada como recurso facilitador da dispersão do medicamento, além de aumentar temporariamente a permeabilidade da barreira hematoencefálica.

A Dra. Canan Dagdeviren, professora e pesquisadora do Media Lab do MIT e autora sênior do artigo publicado na revista científica Device, explicou que foram usados 24 transdutores em uma matriz de ultrassom para auxiliar o medicamento na tarefa de transpor a barreira hematoencefálica. Além disso, o dispositivo pode ser configurado com diferentes tamanhos, duração e quantidades de infusões.

Resultados em animais e em modelos de tecidos foram motivadores

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora e pesquisadora do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)

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