Com publicação científica

Diagnóstico do câncer de mama
Ultrassom portátil pode facilitar diagnóstico precoce do câncer de mama, no consultório ou mesmo em casa
Novo ultrassom portátil desenvolvido no MIT gera imagens em 3D de alta resolução
Woman on a sofa clutches her chest and stomach, looking concerned, suggesting chest pain or abdominal discomfort in a living room setting.

Photoroyalty via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

3 de julho de 2026, 15:39

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Bioeletrônica, Biofísica, Computação, Engenharia Biomédica, Física Médica, Imagens Médicas, Medicina, Oncologia, Processamento de Imagens, Saúde da Mulher

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Diagnóstico do câncer de mama

Principalmente para pessoas com alto risco de desenvolver câncer de mama, a realização de mamografia uma vez por ano deixa em aberto o período entre dois exames consecutivos. Cânceres que aparecem entre exames anuais consecutivos podem representar até 30% de todos os casos de câncer de mama.

Nesse caso, a realização de exames com uma frequência maior seria importante para a detecção mais precocemente possível do câncer de mama.

O ultrassom, que poderia ser uma tecnologia de rastreamento adequada para exames mais frequentes, ainda exige equipamentos caros e operadores treinados, e não está disponível em todos os lugares.

Mas alguns cientistas têm tentado avançar na tecnologia de ultrassom, para facilitar exames mais frequentes.

Avanço: equipamento portátil permite rastreamento com frequência maior

Recentemente, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Escola Médica de Harvard, nos EUA, desenvolveram um dispositivo de ultrassom portátil que pode detectar cistos, microcalcificações e possíveis tumores nas mamas. O equipamento pode viabilizar testes mais frequentes e auxiliar na detecção precoce do câncer de mama.

No estudo, publicado na revista científica Nature Communications, os pesquisadores conseguiram obter imagens em 3D de alta resolução, com uma interface que simplifica o uso da sonda de ultrassom, mesmo para pessoas sem experiência na área, o que viabilizaria o uso do equipamento no consultório médico ou em casa. A interface com o usuário, exibida na tela de um computador, orienta a pessoa a posicionar a sonda no local correto.

A nova tecnologia amplia a faixa de frequências de ondas sonoras que podem ser absorvidas no ultrassom e reduz os ruídos acústico e elétrico, o que melhora a qualidade das imagens.

A tecnologia também inclui um algoritmo que permite a compensação das diferenças na velocidade de propagação das ondas sonoras através de diferentes tipos de tecido, como pele e gordura.

Testes preliminares mostraram facilidade de operar o novo ultrassom portátil

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Autores/Pesquisadores Citados

Doutorando no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)
Professora de Artes e Ciências da Mídia no MIT

Publicação

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