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Por Redação SciAdvances
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Principalmente para pessoas com alto risco de desenvolver câncer de mama, a realização de mamografia uma vez por ano deixa em aberto o período entre dois exames consecutivos. Cânceres que aparecem entre exames anuais consecutivos podem representar até 30% de todos os casos de câncer de mama.
Nesse caso, a realização de exames com uma frequência maior seria importante para a detecção mais precocemente possível do câncer de mama.
O ultrassom, que poderia ser uma tecnologia de rastreamento adequada para exames mais frequentes, ainda exige equipamentos caros e operadores treinados, e não está disponível em todos os lugares.
Mas alguns cientistas têm tentado avançar na tecnologia de ultrassom, para facilitar exames mais frequentes.
Recentemente, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Escola Médica de Harvard, nos EUA, desenvolveram um dispositivo de ultrassom portátil que pode detectar cistos, microcalcificações e possíveis tumores nas mamas. O equipamento pode viabilizar testes mais frequentes e auxiliar na detecção precoce do câncer de mama.
No estudo, publicado na revista científica Nature Communications, os pesquisadores conseguiram obter imagens em 3D de alta resolução, com uma interface que simplifica o uso da sonda de ultrassom, mesmo para pessoas sem experiência na área, o que viabilizaria o uso do equipamento no consultório médico ou em casa. A interface com o usuário, exibida na tela de um computador, orienta a pessoa a posicionar a sonda no local correto.
A nova tecnologia amplia a faixa de frequências de ondas sonoras que podem ser absorvidas no ultrassom e reduz os ruídos acústico e elétrico, o que melhora a qualidade das imagens.
A tecnologia também inclui um algoritmo que permite a compensação das diferenças na velocidade de propagação das ondas sonoras através de diferentes tipos de tecido, como pele e gordura.
Testes com 10 voluntários não especialistas em tecnologia de ultrassom mostraram uma taxa de sucesso maior na identificação de esferas em um simulador com o novo sistema do que com uma sonda de ultrassom convencional.
Em outro teste com sete pessoas, os usuários da tecnologia conseguiram posicionar a sonda com sucesso em todas as varreduras.
Hyeokjun Yoon, doutorando no MIT e um dos autores principais do estudo, explicou que a interface do ultrassom baseada em visão computacional permite que os próprios usuários consigam movimentar adequadamente a sonda de ultrassom pela mama.
Uma das melhorias no sistema que os pesquisadores pretendem desenvolver é a migração da interface para celulares ou tablets, tornando o sistema ainda mais portátil.
Agora, os pesquisadores pretendem iniciar uma startup para disponibilizar comercialmente a tecnologia, expandindo as aplicações.
A Dra. Canan Dagdeviren, professora e pesquisadora do Media Lab do MIT e autora sênior do estudo, destacou que a versatilidade da tecnologia permitiria aplicações como detecção de câncer de ovário, monitoramento da progressão da endometriose ou até acompanhamento fetal.
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Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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