Com publicação científica

Memória e aprendizado
Terapia genética restaura capacidade neuronal de memória e aprendizado em animais velhos ou doentes
Cientistas conseguiram recuperar a memória em camundongos idosos e com doença de Alzheimer ao nível de animais jovens saudáveis

ktsdesign via Shutterstock

Ilustração conceitual 3D de um neurônio

Por Redação SciAdvances

13 de fevereiro de 2026, 14:02

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biotecnologia, Genética, Medicina de Precisão, Microbiologia, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Terapia Genética

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Memória e aprendizado

Em um cérebro jovem e saudável, os neurônios conseguem ajustar dinamicamente suas conexões para manter suas funções de memória e aprendizado, o que é conhecido como ‘plasticidade sináptica’.

Mas o envelhecimento e doenças neurodegenerativas acabam afetando processos celulares que viabilizam a plasticidade sináptica, levando a problemas de memória e dificuldade de aprendizado.

Um dos desafios da ciência é compreender se, com o envelhecimento, a plasticidade sináptica poderia ser revertida e, em caso positivo, como poderia ser revertida, restaurando algumas das capacidades de um cérebro jovem.

Esse desafio está ligado principalmente aos neurônios chamados ‘engramas’, ou seja, neurônios que concentram modificações físicas e químicas para armazenar memórias específicas, que podem ser recuperadas posteriormente.

Avanço: terapia genética ‘reprograma’ neurônios em regiões cerebrais específicas

Uma equipe liderada pelo neurocientista Johannes Gräff, professor e pesquisador da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, investigou se o rejuvenescimento dos neurônios engramas poderia recuperar a memória após o início do declínio cognitivo.

Em um estudo com vários modelos de camundongos, publicado na revista científica Neuron, os pesquisadores conseguiram realizar uma ‘reprogramação parcial’ de neurônios engramas e restaurar o desempenho da memória nos animais.

Os pesquisadores usaram uma abordagem genética envolvendo a expressão de três genes, chamados grupo ‘OSK’, direcionando-os especificamente para neurônios engramas via vetores de terapia gênica administrados por injeções cerebrais precisas, como se os neurônios estivessem sendo ‘reprogramados’.

As injeções – direcionadas apenas às regiões cerebrais de aprendizado, memória recente e memória remota – incluíram um marcador fluorescente e um interruptor, responsável por definir o tempo de ativação dos genes OSK.

Os resultados foram surpreendentes

Autores/Pesquisadores Citados

Neurocientista, professor e pesquisador da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL)

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