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Ilustração da localização anatômica aproximada do timo
Por Redação SciAdvances
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O timo, um órgão do sistema linfático localizado à frente do coração, produz e amadurece linfócitos T, células essenciais do sistema imunológico que combatem infecções, vírus e até o câncer.
Porém, o timo começa a perder sua funcionalidade desde cedo, logo após a adolescência. Apesar desse fato conhecido implicar em uma limitação da efetividade do sistema imunológico, os cientistas ainda não compreendem bem os mecanismos envolvidos nesse envelhecimento precoce do timo.
Neste cenário, cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, em Portugal, conseguiram avançar no conhecimento sobre moléculas que influenciam o envelhecimento do timo.
Os pesquisadores utilizaram modelos animais e ferramentas genéticas avançadas para descobrir que existem duas proteínas (ZFP36L1 e ZFP36L2) fundamentais para preservar o funcionamento das células que sustentam a estrutura do timo e permitem a formação adequada dos linfócitos T.
Quando as duas proteínas foram removidas, o timo envelheceu precocemente, perdeu capacidade para produzir células T e deixou de assegurar um bom funcionamento do sistema imunológico
Os cientistas também demonstraram que os níveis destas proteínas diminuem naturalmente com a idade, reforçando a ideia de que elas podem estar realmente envolvidas nas limitações do sistema imune que aparecem com a idade.
As descobertas poderão abrir caminho a novas estratégias terapêuticas para atrasar ou reverter a perda de função do timo e reforçar a efetividade do sistema imune para promover um envelhecimento mais saudável.
Os resultados foram publicados na revista científica Cell Death & Differentiation.
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