
Divulgação, Universidade da Cidade do Cabo
Estudantes do ensino médio em laboratório
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Stephen Langtry, Universidade da Cidade do Cabo
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Resumo
Na África do Sul, um programa de imersão científica em laboratório convidou 60 estudantes de nível médio para vivenciarem, durante três dias, atividades científicas e profissionais com foco em atrair a atenção dos jovens, principalmente de classes menos favorecidas, para a ciência.
Juntando conhecimentos básicos de laboratórios, palestras de profissionais do mercado e atividades científicas sobre temas importantes no dia a dia, o evento contou com o engajamento dos estudantes, potencialmente despertando em alguns uma visão diferenciada das Ciências Biológicas e o interesse por trilhar os caminhos da ciência e do conhecimento.
O Departamento de Biologia Molecular e Celular da Universidade da Cidade do Cabo (UCT), na África do Sul, sediou recentemente um programa de três dias de imersão em laboratórios para alunos do ensino médio com foco em ampliar o acesso à educação e às carreiras científicas.
Cerca de 60 alunos do ensino médio em KwaLanga deram seus primeiros passos no mundo da Biologia Molecular e Celular por meio da iniciativa.
“Este é o nosso primeiro programa de observação profissional, organizado pelo Comitê de Transformação do Departamento de Biologia Molecular e Celular”, disse a Dra. Sandiswa Mbewana, diretora da Unidade de Pesquisa em Biofarmácia. “Estamos aqui para proporcionar a vocês uma experiência de como é trabalhar em um laboratório”, disse ela ao se dirigir aos estudantes.
O objetivo do programa é preencher a lacuna de oportunidades para alunos de comunidades historicamente desfavorecidas, proporcionando experiência prática em laboratório, mentoria e exposição a trajetórias de carreira na ciência.
Ao longo dos três dias, os alunos puderam vivenciar um ambiente dinâmico, acolhedor e inspirador; um ambiente onde a curiosidade foi recebida com entusiasmo, as perguntas foram incentivadas e seus futuros foram potencialmente reinventados.
Quero reacender a chama pela ciência dentro deles, porque eles já são acadêmicos. Essa chama precisa continuar acesa para que continuem no campo da ciência.
Representantes de indústrias fizeram apresentações sobre as perspectivas de carreira disponíveis para graduados em Biologia Molecular e Celular, apresentando a diversidade de carreiras científicas que vão muito além do meio acadêmico.
Os alunos puderam receber treinamento em segurança de laboratório, com ênfase na importância dos equipamentos de proteção individual (EPI), no uso adequado das ferramentas de laboratório e nos protocolos básicos. Vestindo jalecos, luvas e óculos de proteção, os estudantes começaram a se envolver diretamente com as técnicas de laboratório. Extraíram DNA de bananas, uma introdução simples, porém poderosa, à biologia molecular. “Eu não imaginava que a ciência pudesse ser tão divertida”, disse um estudante.
As atividades práticas desmistificaram a ciência, mostrando-a como acessível e estimulante. Os alunos prepararam lâminas de suas próprias células epiteliais, células de fermento de padeiro e células de cebola, aprendendo a comparar diferentes tipos de células eucarióticas e a manusear microscópios.
Os estudantes também examinaram microrganismos vivos de água contaminada e aprenderam a distinguir entre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Essas experiências incentivaram os alunos a conectar a microbiologia à saúde pública e às questões ambientais – trazendo à tona a relevância da ciência para o seu cotidiano.
Em uma nova atividade, os estudantes puderam também investigar os efeitos de antissépticos e desinfetantes no crescimento microbiano. Usando Dettol, Jik e Cleen Green, os alunos testaram como essas substâncias impactam bactérias como E. coli e M. luteus, e mediram as zonas de inibição.
Os estudantes puderam ver em primeira mão como a aplicação do conhecimento científico contribui para uma melhor higiene, controle de infecções e saúde pública. “Queremos que eles saibam que ciência não é apenas teoria. É uma maneira de resolver problemas do mundo real”, disse um dos coordenadores do laboratório.
Com muitos alunos de escolas com poucos recursos ainda tendo dificuldade em se imaginar como futuros biólogos, pesquisadores ou técnicos devido ao passado de desigualdade arraigada na África do Sul, o programa buscou abordar essa questão. Os participantes sentiram que o sucesso do programa reside na combinação de ciência prática, exposição à vida universitária e conexão humana significativa.
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade da Cidade do Cabo (em inglês).
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