Com publicação científica

Insuficiência respiratória
Primeiro estudo clínico com humanos avalia administração de oxigênio pelo intestino
Nova via de administração de oxigênio poderia ser uma alternativa mais segura para pacientes com insuficiência respiratória

sfam_photo via Shutterstock

Paciente em UTI

Por Redação SciAdvances

21 de abril de 2026, 14:00

Fonte

Áreas

Biomedicina, Bioquímica, Epidemiologia, Estudo Clínico, Fisiologia, Gastroenterologia, Hematologia, Medicina, Medicina Intensiva, Pneumologia, Urgência e Emergência

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Insuficiência respiratória

Para pacientes com insuficiência respiratória, o tratamento padrão envolve suporte ventilatório imediato para garantir a oxigenação e ventilação, em geral pelas vias aéreas superiores.

Dependendo da gravidade do caso, o paciente pode receber oxigenoterapia com cateter nasal ou máscaras faciais, cânula nasal de alto fluxo, ventilação não invasiva ou mesmo ventilação mecânica invasiva, quando o paciente tem o processo respiratório auxiliado ou controlado por um equipamento de ventilação mecânica.

Mas as estratégias de suporte ventilatório pelas vias aéreas superiores, principalmente no caso da ventilação mecânica invasiva, podem até danificar os pulmões quando o ar é fornecido em alta pressão ou quando os pulmões são distendidos por grandes volumes de ar.

Em vez do uso das vias aéreas superiores, uma outra possibilidade para a administração de oxigênio que tem sido estudada é a administração do oxigênio diretamente nos intestinos por via intrarretal, onde poderia ser absorvido para a corrente sanguínea.

Avanço: estudo clínico com líquido indica viabilidade e segurança de administração de oxigênio pelo reto

Um novo estudo, pioneiro em humanos, mostrou que uma técnica chamada ventilação enteral, que permite a administração de oxigênio através do intestino por via intrarretal, é viável e segura em indivíduos saudáveis.

O estudo foi liderado por pesquisadores do Instituto de Ciência de Tóquio, Universidade de Osaka, Universidade Nagoya e da empresa EVA Therapeutics, no Japão.

O estudo clínico de fase I, aberto, não controlado e de escalonamento de dose, teve a participação de 27 voluntários saudáveis ​​do sexo masculino, com idades entre 20 e 45 anos, que receberam uma dose intrarretal de perfluorodecalina (PFD) não oxigenada.

A PFD é um líquido da classe dos perfluorocarbonos, incolor, inodoro, quimicamente e biologicamente inerte; além de ter grande estabilidade térmica, tem altíssima capacidade de dissolver gases, em especial oxigênio e dióxido de carbono.

Como os pesquisadores pretendiam mostrar apenas a viabilidade e segurança do uso da PFD para o transporte de oxigênio, e não a eficácia da oxigenação em si, foi aplicada a PFD não oxigenada no estudo de Fase I.

Os participantes receberam quantidades crescentes de PFD, variando de 25 mL a 1.500 mL, enquanto foi solicitado que retivessem o líquido no intestino por até 60 minutos, enquanto os pesquisadores monitoravam possíveis efeitos adversos.

O método final consiste na administração intrarretal da PFD oxigenada diretamente no intestino, onde o oxigênio se difundiria para a corrente sanguínea.

Os resultados foram publicados na revista científica Med.

Resultados mostraram viabilidade e segurança do tratamento

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Instituto de Ciência de Tóquio (Science Tokyo) e da Universidade de Osaka

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