Com publicação científica

Biomecânica, metabolismo e fadiga em corridas
Pesquisa relaciona respostas biomecânica e metabólica com a fadiga em corridas de longa distância
Pesquisa na Austrália usou modelos computacionais e sensores vestíveis para realizar uma avaliação mais completa da fadiga em corridas

travelarium.ph via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

30 de março de 2026, 17:15

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Áreas

Biologia, Biomecânica, Ciência de Dados, Computação, Dispositivos Vestíveis, Educação Física, Engenharia Biomédica, Metabolismo, Modelagem Matemática, Simulação Computacional, Sistemas de Controle

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Biomecânica, metabolismo e fadiga em corridas

A fadiga em corridas de longa distância é um processo natural de esgotamento energético e, acúmulo de metabólitos, que eventualmente pode causar danos musculares e desgaste mental e pode levar ao desconforto dos corredores devido à proximidade de seus limites metabólicos e biomecânicos. Atletas que têm maior resistência à fadiga conseguem alcançar um resultado melhor ao final da corrida.

Mas o monitoramento da fadiga em corredores não é nada simples. A avaliação da fadiga em corridas de longa distância muitas vezes se baseia em medidas isoladas e não padronizadas, que podem variar significativamente e dificultar estudos comparativos.

A biomecânica (postura, velocidade, aceleração, forças) e o metabolismo (principalmente o metabolismo aeróbico, que usa glicogênio e ácidos graxos para produzir energia) são determinantes para o início da fadiga, que pode comprometer os resultados da corrida.

Avanço: modelos, controle ótimo e medidas de sensores vestíveis para avaliar a fadiga

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Adelaide, na Austrália, avaliou as respostas metabólicas e biomecânicas à fadiga relacionada à corrida, usando modelos computacionais do sistema musculoesquelético humano e simulações de controle ótimo, considerando as medidas de sensores vestíveis.

Os pesquisadores fixaram sensores na região lombar, peito, panturrilhas, coxas e pés de seis corredores competitivos que correram, em média, mais de 50 km por semana. Os corredores também realizaram testes em esteiras com intervalos de corrida de alta intensidade para confirmar a presença de fadiga.

A Dra. Grace McConnochie, professora da Universidade Adelaide e autora principal do estudo, afirmou que a fadiga relacionada à corrida é complexa e varia muito entre indivíduos e em diferentes condições.

A pesquisa foi publicada na revista científica Royal Society Open Science.

Biomecânica e metabolismo afetam a fadiga e o desempenho dos atletas

Autores/Pesquisadores Citados

Professora da Universidade Adelaide

Instituições Citadas

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