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Por Redação SciAdvances
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Dormir bem, praticar atividade física e ter uma alimentação saudável reconhecidamente influenciam tanto no viver mais, ou seja, na expectativa de vida, quanto no viver mais e melhor, ou seja, na vida livre de doenças.
Mas e quando as três condições acontecem ao mesmo tempo? Quais seriam as melhorias mínimas necessárias nos quesitos sono, atividade física e nutrição que melhorariam a expectativa de vida saudável?
Recentemente, uma equipe de pesquisa internacional desenvolveu um estudo de coorte prospectiva para avaliar os efeitos combinados do sono, atividade física e nutrição sobre a expectativa de vida e a expectativa de vida saudável.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, com a participação do Dr. Leandro de Rezende, professor de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).
Os dados da coorte compreenderam 59.078 participantes do UK Biobank, recrutados entre 2006 e 2010, com alguns desses participantes usando um acelerômetro de pulso por 7 dias, entre 2013 e 2015.
A atividade física moderada a vigorosa (chamada MVPA e considerada em minutos de atividade por dia) e a quantidade de horas de sono por dia foram calculados usando um algoritmo validado que usou dados de dispositivos vestíveis.
A dieta foi avaliada usando um escore de qualidade da dieta (DQS, em inglês) variando de 0 a 100, sendo que, quanto mais alto o valor, melhor a qualidade da dieta.
A expectativa de vida e a expectativa de vida saudável – ou seja, livre de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes tipo 2, doença pulmonar obstrutiva crônica e demência – foram estimadas em 27 combinações conjuntas dos três quesitos de interesse.
O estudo foi publicado na revista científica eCinicalMedicine, que é parte da revista The Lancet Discovery Science.
Dos mais de 59 mil participantes na coorte analisada no estudo, os cientistas reportaram que durante um seguimento mediano de mais de 8 anos ocorreram 2.458 óbitos, 9.996 casos de doenças cardiovasculares, 7.681 casos de câncer, 2.971 casos de diabetes tipo 2, 1.540 casos de doença pulmonar obstrutiva crônica e 508 casos de demência.
Em comparação com a pior condição padrão avaliada (MVPA de 5 a 23 minutos por dia de atividade física; sono com duração de 4,8 a 7,2 horas por dia e escore DQS da dieta entre 32,5 e 50), os participantes do estudo com a melhor condição (MVPA superior a 42 minutos por dia; sono com duração de 7,2 a 8,0 horas por dia e escore DQS da dieta entre 57,5 e 72,5) apresentaram mais de 9 anos adicionais de expectativa de vida e de expectativa de vida saudável.
Os pesquisadores também destacaram que uma melhoria combinada mínima de 5 min/dia de sono; 1,9 min/dia de atividade física moderada a vigorosa e um aumento de 5 pontos no escore de qualidade da dieta (por exemplo, meia porção adicional de vegetais por dia) foi associada a um ano a mais de expectativa de vida.
Em relação à longevidade saudável, uma melhoria combinada de 24 min por dia de sono, 3,7 minutos por dia a mais de atividade física moderada a vigorosa e um aumento de 23 pontos no escore DQS foi associada a 4 anos adicionais de vida com saúde.
Os cientistas concluíram que pequenas melhorias no sono, na atividade física e na dieta podem levar a ganhos significativos na expectativa de vida e na longevidade saudável.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).



