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Por Redação SciAdvances
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Distúrbios de coagulação podem ser hemorrágicos, quando o sangue não coagula bem, levando a sangramentos intensos; ou relacionados à coagulação excessiva, quando o sangue coagula com muita facilidade, aumentando o risco de trombose venosa profunda ou embolia.
Os distúrbios hemorrágicos podem ocorrer por falhas plaquetárias, tanto por disfunção quanto por baixa quantidade, ou deficiência de fatores de coagulação. Os distúrbios de coagulação hemorrágicos mais comuns são a hemofilia e a doença de von Willebrand.
Em relação aos distúrbios hemorrágicos, hemorragias internas ou externas graves podem colocar em risco a vida, se não tratadas adequadamente. Neste sentido, várias pesquisas têm sido desenvolvidas para interferir no processo de coagulação, interno ou externo, e trazer mais segurança para quem convive com esse tipo de distúrbio.
Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade McGill, no Canadá, levou ao desenvolvimento de um método rápido para produzir coágulos sanguíneos que podem estancar sangramentos graves e promover a cicatrização de tecidos com mais eficácia.
A técnica, chamada de ‘coagulação por clique’ e usada para o desenvolvimento de um novo ‘citogel’, atua em proteínas da superfície dos glóbulos vermelhos por meio de uma reação química, resultando em um coágulo biocompatível 13 vezes mais resistente e quatro vezes mais adesivo do que os coágulos sanguíneos naturais.
A equipe afirmou que o método pode ser usado para desenvolver biomateriais para controlar sangramentos graves e beneficiar pessoas com distúrbios de coagulação hemorrágicos.
Segundo o Dr. Jianyu Li, professor de Engenharia Mecânica da Universidade McGill e autor sênior do estudo, a tecnologia permite tanto a formação do citogel com o próprio sangue do paciente quanto com sangue de doador compatível. O material tem um tempo de preparação entre 10 e 20 minutos, o que mostra o potencial de aplicação da tecnologia para atendimento de urgência e emergência.
O Dr. Shuaibing Jiang liderou a pesquisa durante seu doutorado na Universidade McGill. Atualmente, ele é pós-doutorando no Brigham and Women’s Hospital, nos EUA. Também participaram do estudo pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica e da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA.
Os resultados foram confirmados por meio de testes in vitro e em animais.
Os pesquisadores destacaram que a cicatrização e a regeneração observadas em fígado lesionado foram eficazes, com desempenho superior a um produto clinicamente utilizado.
A análise mostrou evidências mínimas de reatividade imunológica e nenhuma toxicidade em órgãos vitais. Porém, mais pesquisas ainda são necessárias.
Os resultados foram publicados na revista científica Nature.
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Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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