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Svitlana Hulko via Shutterstock
Exame de ressonância magnética cerebral
Por Redação SciAdvances
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A ressonância magnética convencional é um exame não-invasivo e indolor que gera imagens de alta resolução de órgãos e tecidos a partir da aplicação de um campo magnético de alta intensidade, sem o uso de radiação ionizante.
Com a duração média de 30 min a uma hora, o exame também pode ser realizado com contraste, como o gadolínio, para melhorar a visualização de inflamações ou tumores.
Estima-se que mais de 100 milhões de exames de ressonância magnética são realizados em todo o mundo a cada ano.
Uma parceria entre pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos EUA; da Universidade Fudan e da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, conseguiu um novo avanço na tecnologia de ressonância magnética que pode ser um passo importante na obtenção de imagens cerebrais mais precisas.
A nova tecnologia de ressonância magnética multiplexada, chamada de MRx, utiliza sistemas de ressonância magnética clínica padrão e permite mapear simultaneamente mais de 20 biomarcadores em alta resolução, oferecendo uma visão cerebral mais abrangente em um único exame.
A proposta é que a tecnologia possa expandir a capacidade da ressonância magnética convencional, permitindo a obtenção simultânea de imagens de sinais de múltiplas moléculas, como metabólitos cerebrais e neurotransmissores.
No estudo, publicado na revista científica Nature, os pesquisadores usaram a nova tecnologia não-invasiva para caracterizar tumores cerebrais e lesões de esclerose múltipla. O estudo foi liderado pelo Dr. Zhi-Pei Liang, professor de Engenharia Elétrica e da Computação e da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.
Segundo o Dr. Rong Guo, coautor do estudo que trabalhou no grupo de pesquisa do professor Zhi-Pei Liang e que atualmente é cientista sênior da Siemens Healthineers, a MRx é uma nova estrutura de imagem baseada em inteligência artificial que pode medir vários biomarcadores sem a necessidade de agentes de contraste.
O Dr. Rong Guo destacou que a obtenção de imagens multiplexadas rápidas e de alta resolução foi possível graças à integração de aquisição de dados ultrarrápida e métodos de aprendizado de máquina baseados em física para o processamento de dados.
Com uma varredura de todo o cérebro concluída em aproximadamente 14 minutos, pode ser avaliado o microambiente tumoral ou características como alterações metabólicas, edema, danos axonais e desmielinização.
De acordo com o pesquisador, com a nova tecnologia, uma única imagem pode revelar diferentes alterações estruturais, fisiológicas e moleculares associadas às doenças, o que pode melhorar tanto o diagnóstico quanto o acompanhamento do tratamento das doenças, de uma maneira personalizada.
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Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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