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Dra. Zjanna Alekseenko, Instituto Karolinska
Neurônios produtores de dopamina desenvolvidos em placa de cultura
Por Redação SciAdvances
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Na doença de Parkinson, as células nervosas do cérebro que produzem dopamina ficam gradualmente comprometidas. Como a dopamina é uma substância essencial para o controle do movimento, sintomas como tremores, rigidez e dificuldades de movimento vão se intensificando ao longo do desenvolvimento da doença.
Recentemente, o Instituto Karolinska, na Suécia, recebeu o equivalente a cerca de R$ 7,8 milhões da Fundação Novo Nordisk para avançar em terapias celulares para o tratamento da doença de Parkinson.
O projeto é liderado pelo Dr. Johan Ericson, professor do Departamento de Biologia Celular e Molecular do Instituto Karolinska, cuja equipe pretende usar células-tronco pluripotentes para substituir as células nervosas perdidas e restaurar as funções motoras afetadas pela doença, em vez de apenas retardar a progressão da doença ou aliviar os sintomas.
Segundo o professor Johan Ericson, o desafio é fazer com que as células-tronco se desenvolvam, prioritariamente, em células nervosas produtoras de dopamina, funcionais e de alta qualidade.
Para isso, os pesquisadores têm se concentrado na reprodução dos processos biológicos que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário, quando essas células dopaminérgicas são normalmente formadas no cérebro.
De acordo com o professor, os estudos pré-clínicos em modelo animal da doença de Parkinson têm mostrado que, após o transplante de células-tronco, a grande maioria das células se desenvolve em células nervosas funcionais produtoras de dopamina que conseguem restaurar a função motora.
Com o novo financiamento, os pesquisadores esperam concluir a preparação para o início dos estudos clínicos em humanos.
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